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Alejandro Ojeda Carbajal: o fotógrafo mexicano que capturou o icônico momento da 'mão de Deus' de Maradona

23/06/2026 10:45 3 min lectura 3 visualizações
Alejandro Ojeda Carbajal: el fotógrafo mexicano que capturó el icónico momento de la 'mano de Dios' de Maradona

Uma imagem que marcou história

Na história dos mundiais de futebol existem partidas que transcendem o tempo. A partida de quartas de final entre Inglaterra e Argentina, disputada em 22 de junho de 1986 no México, há exatamente 40 anos, encontra-se entre as mais memoráveis da competição mundial.

No contexto do conflito das Malvinas que havia enfrentado ambas as nações anos antes, as seleções protagonizaram um encontro de grande relevância desportiva e histórica. Durante essa partida, Diego Armando Maradona deixou registrado o que a FIFA posteriormente consideraria o melhor gol do século.

Contudo, marcou também outro tanto que continua gerando debate décadas depois: o famoso gol anotado com a mão, conhecido desde então como a "mão de Deus".

O gol controverso

O tanto em questão foi anotado no minuto 6 do segundo tempo, quando Maradona, após um chute elevado da defesa inglesa, conectou com a bola aparentemente de cabeça, superando o goleiro rival.

Embora inicialmente os jogadores argentinos defendessem a legalidade da anotação, uma prova fotográfica de grande clareza emergiu pouco depois: uma imagem a cores que documentava claramente que Maradona golpeou a bola com a mão.

A fotografia foi publicada na capa do jornal mexicano El Heraldo, com crédito a Alejandro Ojeda Carbajal, um fotógrafo experiente na cobertura de eventos desportivos.

O fotógrafo por trás da câmera

"Antes de fazer a revelação da imagem, meu pai já sabia que tinha a foto. Estava seguro", relata Juan Carlos Ojeda, filho do fotógrafo, à BBC Mundo. "Ele se abraçava à câmera e não queria dizer a ninguém o que tinha", acrescenta.

Graças a essa fotografia, não só ficou clara a jogada de mão de Maradona, como a imagem foi premiada com o prêmio nacional de jornalismo do México naquele mesmo ano.

Trajetória de Ojeda Carbajal

Segundo relatos de sua família, a vocação inicial de Alejandro Ojeda era muito distinta. "Tinha um negócio de banho e limpeza de cães, esse era seu trabalho. Mas um dia começou a gostar de tirar fotos, revelá-las e depois pendurar", recorda Juan Carlos.

Um diretor do jornal El Heraldo, que frequentava o negócio de animais de estimação, lhe ofereceu em 1968 incorporar-se à equipe de repórteres fotográficos do meio. "Escolheu cobrir desportos porque era o que mais gostava. E não queria tirar fotos de pessoas mortas ou coisas assim", comenta seu filho.

Durante sua carreira, Alejandro Ojeda cobriu os Mundiais de México 1970, Alemanha 1974 e Argentina 1978, além dos Jogos Olímpicos em Moscou, consolidando-se como um profissional experiente na cobertura de grandes eventos desportivos internacionais.

A posição estratégica

"Pela experiência que meu pai tinha, geralmente escolhia o lugar onde se posicionava. Para Argentina vs. Inglaterra, escolheu acompanhar o ataque argentino", aponta Juan Carlos Ojeda.

Essa decisão estratégica permitiu-lhe estar no ângulo exato no momento preciso para capturar uma das imagens mais icônicas da história do futebol mundial, um testemunho visual que perduraria na memória coletiva do desporto.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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