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Política

Rocío Vallejo sobre aumento a médicos: "Se deve cortar onde deva se cortar para cumprir requerimentos"

26/08/2026 22:45 3 min lectura 7 visualizações

A deputada Rocío Vallejo (Partido Patria Querida) manifestou na tarde desta quarta-feira a NPY que mantiveram uma "reunião muito longa" com os trabalhadores de blanco, que estão em seu terceiro dia de greve de médicos.

Afirmou que em 1º de setembro o Poder Executivo deve apresentar ao Congresso seu projeto de Orçamento Geral da Nação (PGN), no qual se definem os orçamentos e gastos para o próximo ano.

"Isso deve ser resolvido já nesta etapa e não quando o projeto chegue à Câmara (de Deputados), porque senão, o que vai ocorrer lá? Que vamos começar a tirar um pedaço desta instituição, outro pedaço desta outra e vamos montar uma vaquita ou um fundo com o que se possa tirar das instituições para ver como cobrir os um milhão de reclamos das outras instituições e isso não é justo", expressou.

"Isso tem que ser resolvido agora e o projeto já tem que incluir isso (o aumento aos médicos) e se deve cortar onde deva se cortar para que se possam cumprir todos os requerimentos", acrescentou.

Manifestou que uma doutora que esteve presente na reunião lhes assegurou que era a única reumatologista infantil no Hospital Pediátrico Niños de Acosta Ñu e relatou que percebia um salário de G. 5 milhões e lhe chegavam pacientes de todo o país.

Mencionou que também estava presente um psiquiatra que cumpre funções em Mariscal Estigarribia, Chaco paraguaio, e seu outro vínculo é em Coronel Oviedo, Departamento de Caaguazú, pelo que se perguntou: "Quanto custa se deslocar de um ponto ao outro do país para cumprir suas funções?". Detalhou também que havia outro médico encarregado de transplante do coração que apenas ganha G. 5 milhões.

A deputada referiu que desde 2012 os médicos não têm aumento salarial e mencionou que hoje o salário mínimo está praticamente em G. 3 milhões enquanto o salário base deles está em G. 4.800.000, mais os descontos de 16%, pelo que chegam a perceber em torno de G. 3 milhões e algo.

Manifestou que se sabe que diante da precariedade e da falta de insumos, de medicamentos e de tudo o necessário para que cumpram bem suas funções, "muitas vezes eles pagam do próprio bolso".

"Nós acompanhamos isso (do aumento salarial aos médicos) e nesse sentido, o tema da mediação prometida pelo presidente da Câmara de Deputados (Raúl Latorre) em seu papel de máxima autoridade da Câmara é que isso seja resolvido e se chegue a um acordo, já que nunca antes houve uma proposta real, conforme manifestam os médicos. Isso tem que negociar a ministra (de Saúde), o ministro de Fazenda (hoje Economia) e o presidente da República, mas não (pode) enviar o diretor de Planejamento para negociar isso", acrescentou.

A legisladora assegurou que tanto no Congresso como em Yacyretá há muitas pessoas que "ganham muito".

"Apareceram nesses dias 450 planilheiros, porque tenho certeza de que são planilheiros, que ganham mais que o presidente da República. O que fazem? Por horas extras se pagam milhões e milhões", expressou.

Manifestou que existem salários totalmente desproporcionados e sempre a desculpa é que não há dinheiro para este setor, mas, no entanto, continua-se criando cargos em instituições onde já não se necessitam mais funcionários.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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