Riera insiste que Paraguai é um país "seguro" apesar de execução de policiais em Naranjito
O ministro do Interior, Enrique Riera, voltou a se referir ao Paraguai como um dos países mais seguros da região, com base em um relatório elaborado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Suas declarações ocorreram horas depois da execução de dois suboficiais e um civil em um posto policial na localidade de Naranjito, no Departamento de Canindeyú.
"Mesmo com os tristes acontecimentos, continuamos melhorando, conforme o Departamento de Estado dos EUA", escreveu o secretário de Estado como legenda de uma história publicada em seu perfil na rede social Instagram, na qual compartilhou uma imagem do relatório que coloca o Paraguai em segundo lugar entre os países mais seguros da América do Sul, abaixo apenas da Argentina.
No mês de maio, Riera já havia mencionado que no primeiro ano do Governo de Santiago Peña se logrou reduzir em 20% os índices de violência, outros 20% no segundo ano e 8% no que vai deste período em todos os delitos.
O Posto Policial de Naranjito foi visitado por delinquentes por volta das 23:00 de terça-feira, quando os atacantes, segundo os primeiros relatos, saíram de um pasto localizado em frente à sede policial, situada sobre a rota PY03, a cerca de 60 quilômetros de Curuguaty.
No local faleceram os suboficiais Herminio Ojeda González (33), Atilio Martínez Barrios (40) e Josemar Escobar Piris (37), civil que funcionava como secretário dos agentes.
Para o doutor Pablo Lemir, médico legista, não há dúvidas de que se tratou de um disparo de execução, com um tiro na cavidade bucal, constatado pelo enegrecimento que apresenta a língua.
No caso do segundo suboficial, Atilio Martínez Barrios (40), também apresenta dois ferimentos por projéteis de armas de fogo, um deles na axila, que provocou a lesão de grandes vasos, com uma hemorragia massiva que lhe causou a morte. Após esse disparo, recebeu um disparo de graça na cabeça, da esquerda para a direita, a uma curta distância, segundo revelou.
Até o momento o fato não foi atribuído a nenhum grupo criminoso específico, mas não se descarta a autoria do Exército do Povo Paraguaio (EPP) ou da quadrilha liderada por Felipe Santiago Acosta.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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