Reservas da biosfera protegem 7.400 quilômetros quadrados de floresta amazônica
Avaliação sistemática em três países
Realizou-se a primeira avaliação sistemática de figuras de proteção na Bolívia, Equador e Peru, na qual uma equipe investigadora analisou aproximadamente 96.400 quilômetros quadrados distribuídos em sete reservas mediante métodos de análise geoespaciais.
Resultados sobre a efetividade das reservas
Os achados demonstram que, apesar de a deforestação continuar aumentando em toda a zona, as reservas da biosfera são mais eficazes para frear essa perda florestal em comparação com outras zonas comparáveis.
O relatório sublinha que as zonas de transição e de amortecimento evitaram mais deforestação do que as zonas centrais, que estão submetidas a uma proteção mais rigorosa.
Importância da governança participativa
Álvaro Fernández-Llamazares, pesquisador do ICTA-UAB e autor do estudo, apontou que a conservação não depende unicamente de restringir os usos do território, mas de implementar modelos de governança participativos que integrem o bem-estar das comunidades locais.
Perspectiva local na gestão
Amaia Gonzaga-Roa, pesquisadora da Universidade de Helsinque e também autora do estudo, enfatizou a importância de contextualizar essa informação com estudos situados no terreno e de considerar o ponto de vista das populações locais para compreender o tipo e o grau de ameaças, assim como os desafios de gestão aos quais enfrentam.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.