Renúncia ou expulsão: Oficialismo dará seu veredicto nesta quarta-feira
Bancada define postura sobre caso de Zenaida Delgado após ouvir defesa da legisladora
O líder da bancada oficialista, Natalicio Chase, anunciou que a bancada definirá nesta quarta-feira sua postura sobre o caso de Zenaida Delgado, após contrastar o descargo da legisladora com os testemunhos das funcionárias denunciantes. Afirmou que permanecem abertas as possibilidades de pedir sua renúncia ou acompanhar sua perda de investidura.
"Nos reunimos. A maioria dos integrantes da bancada conversamos com ela. Ela fez um descargo caso por caso, então vamos ouvi-la também esta tarde à outra parte e acredito que vamos ter uma conclusão antes de começar a sessão, amanhã", expressou.
Chase contou que Zenaida apresentou explicações diante de seus colegas e mostrou documentação bancária para responder aos questionamentos sobre supostos pedidos de dinheiro a funcionários.
"Ela se defendeu diante do bloco, nos deu uma explicação, inclusive chegou a mostrar um extrato de conta e essas coisas. Então estamos fazendo uma análise de toda a informação e queremos ser justos na análise", manifestou.
Consultado sobre as transferências denunciadas, Chase indicou que a senadora negou ter recebido esse dinheiro e atribuiu as operações a seu ex-parceiro e a uma cunhada.
"Ela explicou que não recebeu nenhuma transferência desse tipo", sustentou. Acrescentou que Delgado se desvencilhou da responsabilidade, embora esclarecesse que a bancada ainda não tem uma conclusão sobre sua defesa.
"Tampouco está descartada a perda de investidura, tampouco está descartada nenhuma sanção. Não temos uma conclusão, por isso não quero adiantar nada", afirmou. Em seguida acrescentou: "Há possibilidade de pedir sua renúncia, há possibilidade da perda de investidura também".
A reunião para adotar uma postura está prevista para esta quarta-feira às 08h30, antes da sessão. Chase sustentou que o caso deveria ficar encerrado esse mesmo dia.
Chase explicou que a bancada busca ouvir diretamente as denunciantes para contrastar suas versões com as explicações de Zenaida, embora o presidente do Congresso já tenha mantido uma reunião com elas.
"Queremos ouvi-las para contrastar a informação que nos deu a senadora", sinalizou. Ao encerrar suas declarações, indicou que alguns integrantes do bloco estavam encarregados de coordenar os convites para a tarde desta terça-feira.
Sobre o libelo acusatório apresentado pelos senadores Yolanda Paredes, José Oviedo e Lucía Mendoza, sinalizou que ainda não haviam acessado o documento.
Chase também respondeu às declarações de Zenaida sobre uma eventual responsabilidade do presidente do Congresso, Basilio Bachi Núñez, por autorizar as contratações e desvinculações.
O legislador sustentou que os pedidos de contratação de funcionários atribuídos a cada senador são realizados por escrito e que o titular do Congresso formaliza os contratos pelo cargo que ocupa.
"O presidente do Congresso apenas é o ordenador que faz o contrato por ser presidente do Congresso, mas ele não é responsável de nenhuma das contratações que se faça no Congresso que não estejam diretamente relacionadas a ele", afirmou.
Do mesmo modo, rejeitou a possibilidade de conceder uma licença a Zenaida para que se dedique a sua defesa diante da investigação aberta pelo Ministério Público.
"Não se pode outorgar uma licença para se dedicar a isso. Acredito que amanhã no plenário se vai tomar a decisão se se procede com a perda de investidura ou qual é a situação", expressou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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