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Política

Os 7 pontos do libelo acusatório para analisar a expulsão de Zenaida Delgado

27/10/2026 16:45 4 min lectura 44 visualizações

De acordo com o libelo acusatório elaborado pela senadora Yolanda Paredes contra a ex-Cruzada Nacional Zenaida Delgado, as provas demonstram que houve utilização da investidura parlamentar para obtenção de vantagens econômicas particulares.

Nesse sentido, invoca o artigo 201 de perda de investidura da Constituição Nacional e em seu primeiro artigo resolve declarar comprovado de forma inequívoca o uso indebido de influências cometido pela legisladora, enquanto que no segundo artigo dispõe a expulsão.

Igualmente recolhe uma série de antecedentes como a denúncia de desconto salarial realizada já em setembro de 2025 na Mesa Diretora, mas então não se realizaram denúncias. A isso se soma o incêndio de um veículo do Congresso em San Pedro que evidenciava que utilizava veículos estatais para viajar com seu parceiro.

Assim também figura a adjudicação irregular de departamentos do MUVH ao seu irmão Venancio Delgado e sobrinho Alejandro Guzmán Delgado. Estes são os fatos juridicamente relevantes:

1. Mecanismo de recaudação entre funcionários

Baseia-se na investigação de Radio Monumental e publicações de ÚH sobre a presumida existência de um mecanismo de recaudação de dinheiro entre 15 e 20 funcionários contratados e designados a cargos com bonificações.

Menciona que os pagamentos exigidos desde 2023 oscilam entre G. 1.350.000 e G. 2.500.000 mensais.

O fato poderia ser analisado como um possível aproveitamento de sua função como legisladora e superior imediato para obtenção de benefícios patrimoniais indevidos.

2. Cargos fictícios com altas remunerações

Baseia-se em testemunhos que referem a criação de cargos, por exemplo de director de asuntos entrados, que contemplava uma remuneração de G. 12.300.000, inclusos G. 2.800.000 em conceito de bonificação que deveria ser entregue à senadora.

3. Valores exigidos às funcionárias

O documento menciona que é um dos aspectos mais graves, tendo em conta que uma vez contratadas, as funcionárias afetadas afirmaram que deviam entregar entre G. 20 milhões e G. 100 milhões, enquanto que uma das funcionárias disse que o dinheiro exigido ascendia a G. 150 milhões.

Nesse sentido, o libelo menciona que o fato poderia tratar-se de uso indebido de influências, tendo em conta que os pagamentos se teriam exigido como condição para acessar melhorias laborais dentro do Poder Legislativo.

4. Obtenção de créditos para pagar as exigências

Baseia-se na denúncia de que ante a impossibilidade de pagar os montantes de dinheiro, se teriam solicitado créditos. Um dos testemunhos menciona um empréstimo de G. 30 milhões do BNF e outra operação da caixa parlamentar.

A funcionária sustentou que a senadora inclusive assinou como codevedor e que após obter os recursos, completou a soma de G. 50 milhões em troca de seu nomeamento. A entrega final teria consistido em dinheiro em espécie que foi entregue em um envelope no veículo de Zenaida.

Outra afetada disse que acessou um crédito de G. 15 milhões da caixa parlamentar e que o dinheiro foi depositado na conta de uma terceira pessoa. Não chegou a cobrir a totalidade exigida.

5. Comunicações e transferências de dinero

As denunciantes exibiram conversas e mensagens que atribuem à senadora com solicitações de transferências e pedidos de dinheiro. Também comentaram que a pressão se exercia através de terceiras pessoas em meio ao medo que tinham as trabalhadoras de perder seu emprego.

Nesse aspecto, leva-se em conta as ameaças de desvinculação em caso de não pagar os montantes exigidos.

6. Continuidade de obrigações após desvinculação

Uma das afetadas mencionou que após perder seu trabalho, viu-se obrigada a continuar pagando o empréstimo contraído para cumprir com as exigências. Outra afirmou que só tinha podido pagar G. 15 milhões dos G. 50 milhões exigidos, enquanto que o pedido posteriormente ascendeu a G. 100 milhões.

7. Ciclo contínuo de cobrança com novos funcionários

Destaca a presumida dinâmica de reemplazo de funcionários desvinculados por novos contratados, de maneira a reiniciar o ciclo de cobros, segundo as afetadas.

Os testemunhos mencionam a participação de terceiras pessoas nesse esquema de recaudação.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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