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Saúde

Renúncia coletiva de coordenadores e chefes médicos abala hospitais de Coronel Oviedo e CDE

02/09/2026 17:45 3 min lectura 281 visualizações

Uns 30 médicos coordenadores de áreas do Hospital General de Coronel Oviedo, no Departamento de Caaguazú, apresentaram renúncia coletiva aos seus cargos. Esta medida é em apoio às reivindicações do gremio a nível nacional.

Diante dessa situação, desde a Direção Geral do Centro Assistencial Público, reestruturou-se o esquema em cada um dos serviços afetados de maneira a buscar minimizar os possíveis efeitos na atenção aos pacientes.

A medida foi divulgada no transcurso da manhã desta quarta-feira. A nota de renúncia coletiva foi apresentada na Secretaria Geral do Hospital.

Além disso, os médicos divulgaram um comunicado no qual esclarecem que não se trata de uma determinação contra a direção do hospital, mas de uma ação gremial diante da problemática nacional de conhecimento público. Em outro ponto, estes médicos reafirmam o compromisso com seus pacientes.

O doutor Julio Paredes, cirurgião geral e uma das cabeças visíveis do gremio em Coronel Oviedo, lamentou a falta de resposta por parte do governo para enfrentar a problemática de saúde que afeta fortemente o povo.

Explicou que estão sendo obrigados pela situação geral a nível país a tomar estas medidas de força com o objetivo de encontrar as vias de diálogo que possam resultar em acordos para melhorar os aspectos reclamados pelo setor médico.

Nove chefes de serviços do Hospital Regional de Ciudad del Este, no Departamento de Alto Paraná, apresentaram nesta quarta-feira sua renúncia aos cargos.

Enquanto isso, uns 20 anestesiologistas também deixarão suas funções de chefia, no marco da crise que atravessa o sistema sanitário e da greve médica.

A situação foi confirmada pelo diretor do Hospital Regional, Cristhian Adolfo Martínez Velázquez, durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira no centro assistencial.

"Eles, de forma unânime, estão apresentando a renúncia à chefia de serviço de cada especialidade", confirmou o diretor.

Martínez explicou que os profissionais não abandonarão seus postos de trabalho, mas deixarão de assumir as tarefas administrativas e a disponibilidade permanente que implica estar à frente de um serviço.

"Os companheiros não vão deixar de comparecer a seus locais de trabalho, mas se limitarão a realizar suas funções durante seu horário", afirmou.

O principal impacto estará na organização interna do hospital. Os chefes de serviços são responsáveis por coordenar as escalas, cobrir ausências do pessoal e gerenciar medicamentos, insumos e outras necessidades de cada área.

"Eles têm uma função específica que é gerenciar todas as necessidades do hospital", explicou Martínez.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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