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Saúde

Redução da ajuda internacional ameaça avanços no combate ao HIV

12/06/2026 12:30 3 min lectura 13 visualizações
Reducción de la ayuda internacional amenaza los avances en la lucha contra el VIH

Impacto global dos cortes orçamentários

Os cortes massivos na ajuda internacional estão desorganizando o combate ao HIV e colocam em perigo décadas de avanços, advertiu Onusida. Segundo afirmou Winnie Byanyima, diretora executiva de Onusida, esta é a primeira vez que o combate ao HIV é tão afetado desde que o mundo começou a se mobilizar contra essa doença.

A redução de recursos faz parte de uma tendência geral em vários países desenvolvidos. Nações como Alemanha, França e Reino Unido cortaram significativamente sua ajuda internacional, o que afetou numerosas organizações não governamentais e impactou o combate a doenças como a aids.

Efeitos concretos em programas de prevenção

De acordo com o novo relatório de Onusida, os efeitos dessa redução orçamentária são evidentes:

Entre 2024 e 2025, o número de pessoas que acessam a PrEP, um tratamento preventivo crucial no combate ao HIV, caiu 38% em aproximadamente 60 países analisados.

Os recursos destinados à distribuição de preservativos, essenciais na prevenção da propagação do HIV, sofreram uma redução de 90%. Igualmente, os recursos destinados a garantir o acesso a programas de prevenção diminuíram 80%.

Cifras globais da doença

Onusida estima que 570 mil pessoas morreram de aids no ano passado e que 1,2 milhão foram infectadas. Embora esses números mantenham a tendência de queda observada desde 2010, a agência adverte que ainda não refletem completamente o impacto da redução da ajuda internacional.

Tendências regionais divergentes

Entre 2010 e 2025, as novas infecções por HIV seguiram trajetórias muito distintas conforme a região:

O número de novas infecções aumentou 13% na América Latina, um crescimento que se soma ao observado na Europa Oriental e Ásia Central (15%) e no Oriente Médio e Norte da África (77%).

Em contraste, outras regiões alcançaram avanços significativos: o Caribe reduziu suas novas infecções em 30%, e a Europa Ocidental, Europa Central e América do Norte o fizeram em 13%.

Compromissos nacionais para fortalecer o combate

Desde o colapso da ajuda internacional, mais de 50 países se comprometeram a aumentar por conta própria os recursos destinados a combater o HIV em seus territórios.

Na América Latina, países como Bolívia, Brasil, Chile, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Peru e Equador figuram entre aqueles que assumiram o compromisso de reforçar com recursos próprios seus programas de prevenção e atenção.

Contudo, Byanyima celebra esse avanço mas adverte que esses esforços nacionais não compensarão completamente a queda dos recursos internacionais.

Novas opções terapêuticas

Novas ferramentas terapêuticas surgiram nos últimos anos, entre elas o lenacapavir, desenvolvido pelo laboratório Gilead. Esse fármaco demonstrou grande eficácia tanto na prevenção quanto no tratamento do HIV, graças à sua ação prolongada e ao fato de não exigir doses frequentes, o que representa um avanço importante nas opções disponíveis para combater a doença.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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