Sexta, 18 de Setembro de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Paraguai

Recursos do MEC crescerão apenas 0,5% e investimento cai

06/09/2026 08:00 3 min lectura 382 visualizações

O orçamento destinado ao Ministério da Educação e Ciências (MEC) voltará a apresentar um crescimento mínimo dentro do Orçamento Geral da Nação (OGN) para 2027.

Conforme a programação de gastos do projeto, o MEC tem uma atribuição de G. 12,75 bilhões (USD 1.975,6 milhões à taxa de câmbio de G. 6.458 estimada para 2027), frente aos G. 12,71 bilhões deste ano. Em dólares, enquanto isso, o orçamento aprovado em 2026 é ainda maior e chega a USD 2.045,6 milhões, levando em conta a menor cotação estimada, de G. 6.217.

O novo orçamento do MEC proposto para o próximo exercício fiscal representa um incremento de apenas G. 41.024 milhões, equivalentes a somente 0,5%.

Quanto ao investimento físico, a situação é pior, pois para este 2026 haviam sido orçados G. 38.200 milhões, enquanto que para 2027 se projetam apenas G. 37.500 milhões.

Ou seja, apesar da maior necessidade de obras em escolas e colégios em todo o país, a rubrica 500 teria uma redução de G. 700 milhões ou 1,8% em um ano.

Com essa estrutura, o orçamento educativo representaria aproximadamente 14,5% do orçamento da Administração Central, ainda muito abaixo dos 20% que organizações sociais e sindicais vêm reclamando como mínimo para o setor, conforme estabelece a Lei Geral de Educação.

Nesse sentido, a Frente Sindical e Social e o Comitê de Igrejas para Ajudas de Emergência (Cipae) já haviam questionado em anteriores discussões orçamentárias a baixa participação da Educação dentro do gasto estatal.

Os setores lembraram que o orçamento do MEC em 2024 havia caído para G. 9,7 bilhões, equivalente a 14,1% do gasto da Administração Central, e reclamaram que os recursos de uma maior arrecadação tributária sejam destinados a áreas consideradas prioritárias, justamente como educação e saúde.

Os sindicatos também questionaram a estrutura tributária do país, apontando a baixa pressão fiscal sobre os grandes proprietários de terras e o elevado nível de evasão, pelo que levantaram a necessidade de conhecer para onde se destinam os recursos adicionais gerados pelo crescimento das receitas.

Argumento oficial. O Ministério da Economia e Finanças (MEF), por sua vez, sustenta que a educação continua sendo uma das "prioridades" dentro do projeto de OGN 2027.

Dentro da Mensagem do documento, a pasta econômica destacou a atribuição para o MEC e detalhou que se incorporam recursos adicionais para destinar aos docentes e horas-aula, além de um orçamento para o plano de carreira docente.

O projeto contempla, conforme o MEF, 93.016 cargos docentes e 5.235.108 horas-aula para garantir o serviço educativo.

O órgão destacou também o programa Fome Zero como parte do investimento vinculado à educação.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.