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Economia

Reafirmam que não subirão impostos e insistem em formalizar

11/09/2026 11:00 3 min lectura 209 visualizações

No marco da Expo Capasu desenvolveu-se ontem uma conversa moderada por Carlos Mateo Balmelli sobre oportunidades e desafios do setor. Participaram o titular da Direção Nacional de Ingressos Tributários (DNIT), Óscar Orué; o vice-ministro de Comércio e Serviços do Ministério da Indústria e Comércio (MIC), Alberto Sborovsky, e a vice-ministra de Emprego e Segurança Social, Verónica López.

Orué assinalou que a economia paraguaia diversificou-se e já não depende exclusivamente do agro. Indicou que o consumo interno e as pequenas e médias empresas cumprem um papel central. Recordou que o país mantém um sistema tributário simples, com seis impostos principais, e que a posição do Governo é não modificar as bases do IVA nem do imposto a renda empresarial.

"A posição do Governo é não vamos tocar o sistema tributário, não vamos impulsionar nem vamos apoiar um aumento no IVA ou no imposto a renda empresarial ou em qualquer imposto geral"
, afirmou. Explicou que o Paraguai, por sua condição mediterrânea, necessita preservar a competitividade que lhe outorga um esquema tributário baixo e previsível.

O diretor da DNIT apresentou cifras de crescimento: A projeção para 2026 é de 4,4%, superior à média mundial, após um crescimento de mais de 6% em 2025. Em matéria de arrecadação, indicou que no exercício atual os impostos internos cresceram mais de 10%, enquanto que os ingressos por comércio exterior caíram cerca de 10% por efeito do tipo de cambio. O crescimento total da arrecadação situou-se em 2,1%.

Orué destacou o avanço em formalização. Desde a criação da DNIT inscreveram-se mais de 280 mil contribuintes, elevando o total a 1.331.000. Somente em 2026 registraram-se 67 mil novos, dos quais mais de 12 mil correspondem ao setor comércio. O setor terciário aportou mais de 60 mil contribuintes entre janeiro e agosto. Assinalou que a participação dos impostos diretos alcançou seu nível histórico mais alto, o que reflete um maior aporte de quem tem maior capacidade contributiva. A pressão tributária passou de aproximadamente 9,5% do PIB em 2023 a 11,2%, sem criar novos impostos nem aumentar as alíquotas gerais. A arrecadação superou os USD 6.500 milhões, com um incremento médio anual próximo a 500 milhões desde a fusão de organismos que deu origem à DNIT. O objetivo é chegar a 12% de pressão tributária até 2028.

O diretor destacou a fatura eletrônica como ferramenta central para a formalização do comércio. Além disso, anunciou dois projetos de lei que se apresentarão nos próximos dias: Um para regulamentar o uso das reservas e outro sobre a tributação de veículos elétricos de alta gama, que atualmente não pagam impostos.

Por sua vez, Sborovsky assinalou que o Paraguai consolidou-se como destino de investimento estrangeiro direto, especialmente do Mercosul e do Brasil, e que a manufactura industrial ganhou protagonismo. Indicou que o setor de serviços representa mais de 48% do PIB e que o comércio e o supermercadismo geram encadeamentos produtivos e importantes níveis de emprego. Por sua parte, López vinculou o crescimento econômico com a formalização do emprego. Informou que entre junho de 2023 e julho de 2026 o IPS registrou um aumento de mais de 140 mil aportantes.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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