Queima de cabos provocou princípio de incêndio em edifício cêntrico do MEC
Por volta das 11:00, o sétimo andar do edifício Excélsior, localizado na Avenida Presidente Franco quase 15 de Agosto do microcentro asunceno, começou a expelir fumaça proveniente de uma queima de cabos, segundo confirmaram agentes da Comissária 3ª, que intervieram no local.
O responsável foi identificado como Felipe Santiago Encina, homem em situação de rua, que afirmou estar morando no edifício há um ano.
Encina admitiu ter iniciado o fogo para queimar cabos com o objetivo de extrair cobre para depois vendê-los a 35.000 guaranis por quilo. Informou ainda que realiza tarefas de limpeza e vigilância, e que com sua presença busca afastar os delinquentes.
Os agentes que intervieram mencionaram que este tipo de incidente é recorrente na zona. Testemunhas recolhidas nos arredores confirmaram essa situação.
Informaram que o edifício é habitado por pessoas dependentes de drogas. Relataram que na sexta-feira passada ocorreu um incidente similar que requereu a presença de bombeiros.
A compra e o abandono do "elefante branco" do MEC
O imóvel possui 9.600 m² de superfície e está construído sobre um terreno de 1.218 m². Foi adquirido pelo MEC da família Scavone em 23 de dezembro de 2009, por 14.045.123.400 guaranis. Isso ocorreu durante a administração de Luis Riart.
O então ministro de Educação solicitou a compra do edifício pela via da exceção, pela urgência do caso. A compra foi posteriormente questionada e Riart foi condenado em 2019 a três anos de prisão por lesão de confiança.
A propriedade foi avaliada pelo Conselho Nacional da Habitação (Conavi), em 12.579.600.000 guaranis, em dezembro de 2009, por muito menos de seu custo original.
A Promotoria constatou à época que não havia urgência para a compra e encontrou contradições no processo, devido ao fato de a aquisição ter sido realizada pela via da exceção e posteriormente ter sido chamada uma licitação para a remodelação.
Nenhuma administração posterior fez algo para evitar a desvalorização milionária do local. Equipes da Prefeitura de Assunção e da Polícia Nacional intervieram no lugar em reiteradas ocasiões, devido à falta de limpeza e à presença de pessoas que ingressam no local quebrando janelas ou escalando.
Em 2025, o MEC convocou duas licitações para a venda do local; porém, ambos os chamados foram declarados desertos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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