Hungria suspende serviços informativos de meios públicos para sua transformação
Transformação dos meios públicos húngaros
Os meios públicos da Hungria suspenderam seus serviços informativos, conforme comunicado através de uma mensagem exibida na tela. O anúncio indica que "os meios públicos não devem mentir" e que a instituição se desculpa "por ter feito isso durante muitos anos", acrescentando que "os meios públicos estão se transformando agora para serem independentes e críveis no futuro".
A mensagem também precisa que "o serviço informativo fica suspenso temporariamente" como parte das promessas do novo primeiro-ministro Péter Magyar, que já havia antecipado essa medida antes das eleições de abril.
Mudanças na programação
A direção dos meios públicos anunciou em comunicado que essa medida marca o início da transformação dos meios estatais. A nova direção, nomeada recentemente, tem como tarefa "revisar o funcionamento dos meios públicos, garantir a transição, suspender a propaganda e renovar profissionalmente o serviço informativo, para que os meios públicos se tornem finalmente uma instituição crível, objetiva e independente".
Paralelamente, também foi suspenso o serviço de notícias da rádio pública Kossuth, onde agora apenas se difundem programas culturais. A programação do canal M1 foi retomada pouco antes das 20h00, embora sem noticiários e com uma programação baseada em filmes.
Nova direção institucional
Zsófia Mészáros foi nomeada diretora dos serviços informativos online, Balázs Bodacz assume a direção informativa e György Kerényi lidera a Rádio Húngara. Esses diretores interinos permanecerão em seus cargos até que seja aprovada a nova lei de meios que regulará o funcionamento dos meios públicos.
O novo Governo também destituiu o diretor do Conselho de Meios, András Koltay, nas últimas semanas. Espera-se que a nova lei de meios seja aprovada no outono deste ano.
Contexto institucional
Os meios públicos estiveram sob controle estatal durante os Governos que se estenderam entre 2010 e 2026. Durante esse período, os meios públicos funcionaram sob uma estrutura regulatória que incluía um Conselho de Meios criado através de uma lei de 2011, cujas disposições foram objeto de críticas internacionais no que diz respeito à liberdade de imprensa.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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