Queda do dólar e aumento de custos afetam a rentabilidade da banana
A produção de banana no Paraguai atravessa um cenário de crescente pressão sobre a rentabilidade. Isso se deve à queda do dólar, ao aumento dos custos operativos e a uma maior competição nos mercados regionais, segundo representantes do setor.
A atividade é considerada uma das principais cadeias frutihortícolas do país pelo seu impacto econômico e social, representando o sustento de milhares de famílias, principalmente nos departamentos de Caaguazú, San Pedro e Cordillera, além de novas zonas produtivas em Alto Paraná, Canindeyú e Concepción.
Um dos fatores que mais preocupa os produtores e exportadores é a forte diminuição da taxa de câmbio. Enquanto em 2025 o dólar se manteve acima de G. 7.800 durante grande parte do ano, em 2026 registrou uma queda sustentada: G. 6.686 em janeiro, G. 6.529 em fevereiro, G. 6.507 em março e G. 6.364 em abril.
Do setor, indicam que entre o ano fiscal 2025 e os primeiros quatro meses de 2026 se observa uma diferença média de G. 1.446,42 por dólar, situação que afeta diretamente os ingressos dos exportadores.
A isso se soma o incremento dos custos de produção, com aumentos em fretes, fertilizantes, materiais plásticos, embalagens e insumos derivados do petróleo, o que reduz ainda mais as margens do negócio.
Nos mercados da Argentina e Uruguai, a banana paraguaia enfrenta além disso uma crescente competição de países como Equador, Brasil e Bolívia, o que coloca o setor em desvantagem em um contexto de apreciação da moeda local.
Os produtores alertam que, se continuar a atual tendência cambial e se mantiver um nível de exportação similar ao de 2025, estimado em USD 26 milhões, o setor poderia deixar de perceber cerca de G. 37.705 milhões em ingressos até abril de 2026.
Além disso, advertem que o impacto poderia se estender a toda a cadeia produtiva e comercial da banana, afetando o emprego rural e a sustentabilidade da atividade.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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