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Internacional

Quanto transformou Petro a Colômbia, 'o presidente da mudança' que coloca seu legado em jogo apesar de não poder se reeleger

A apenas quatro anos de tomar posse, várias promessas ficaram incompletas, mas há sensação de que o país mudou

15/06/2026 10:45 3 min lectura 10 visualizações
Qué tanto transformó Petro a Colombia, "el presidente del cambio" que se juega su legado aunque no pueda ser reelegido

Gustavo Petro não estará no segundo turno no próximo 21 de junho, quando milhões de eleitores escolherão seu sucessor entre o filósofo de esquerda Iván Cepeda e o advogado de direita Abelardo de la Espriella.

A Constituição colombiana não permite a reeleição, mas o atual presidente coloca muito em jogo naquele dia.

Na Colômbia há percepção de que o primeiro mandatário progressista de sua história moderna se submete às eleições a um veredicto sobre sua gestão.

Esta promoveu uma ambiciosa agenda de mudança que incluiu reformas de saúde, trabalhista, educativa, econômica, agrária, ambiental e de segurança e paz.

A quase quatro anos de tomar posse, várias promessas ficaram incompletas. Algumas pela oposição do Congresso. Outras por falta de tempo. Algumas, talvez, esmagadas por suas próprias expectativas.

Mas mesmo entre os mais céticos existe a sensação de que o país de fato mudou nestes quatro anos. Se foi para melhor ou para pior é algo que os colombianos decidirão nas urnas.

Cepeda, do partido de Petro, Pacto Histórico, promete continuar sua agenda transformadora.

De la Espriella, feroz crítico do presidente, propõe praticamente desmantelá-la.

O legado do chamado "presidente da mudança" está sendo provado.

Como transformou o país desde sua chegada ao poder em 2022?

Petro chegou ao cargo pouco mais de um ano depois da explosão social considerada como a mais importante na história colombiana.

Dezenas de milhares de pessoas protestaram inicialmente contra uma controversa reforma tributária proposta pelo governo de Iván Duque, mas os reclamos se expandiram para exigir mais justiça social, igualdade de oportunidades e mudança do modelo econômico.

A violência nos protestos e a resposta das autoridades marcaram aqueles eventos que iniciaram em 2019 e alcançaram seu ponto mais crítico no início de 2021.

A repressão policial e militar incluiu homicídios, lesões oculares, detenções arbitrárias, violência baseada em gênero e raça, denúncias de desaparecimento e assédio à imprensa.

Tais episódios têm sido frequentes na história da Colômbia, marcada por graves ondas de violência política e civil.

Para o filósofo colombiano Óscar Guardiola-Rivera uma das maiores mudanças de Petro se evidenciou no "desacoplamento entre os interesses do Estado e as formas mais e menos formais de violência exercidas sobre seus cidadãos".

O mandatário reformou o Esquadrão Móvil Antidistúrbios (ESMAD) da polícia por um novo modelo chamado Unidade de Diálogo e Manutenção da Ordem que, segundo a instituição, "substitui o enfoque reativo por um preventivo, centrado no respeito pelos direitos humanos e no uso da comunicação assertiva para desescalar tensões".

Não foi a única transformação no plano nacional.

Laura Bonilla, subdirectora da Fundação Pares, destaca que com Petro também mudou que apenas "certos círculos da sociedade, muito de elites e apenas brancos, ocupassem majoritariamente os cargos públicos".

"Pela primeira vez as pessoas puderam ver no Estado mais pessoas como elas. Por exemplo, pessoas negras no Ministério do Interior. Isso cria um vínculo de reconhecimento, especialmente de muitos setores populares. Acho que essa é a transformação cultural e simbólica mais grande do governo", acrescenta a analista.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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