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Internacional

Putin diz acreditar que a guerra da Rússia com a Ucrânia está "chegando ao fim"

10/05/2026 01:45 3 min lectura 13 visualizações
Putin dice que cree que la guerra de Rusia con Ucrania está "llegando a su fin"

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou neste sábado que acredita que o conflito de seu país com a Ucrânia está chegando ao fim.

"Acredito que a questão está chegando ao fim", afirmou ao se referir à "operação militar especial" na Ucrânia, ao mesmo tempo em que condenou o apoio ocidental ao governo de Kyiv.

Putin falou com jornalistas após um desfile militar reduzido na Praça Vermelha de Moscú para comemorar a vitória soviética na Segunda Guerra Mundial.

A celebração anual da Rússia careceu da habitual exibição de tanques e mísseis, devido a preocupações de segurança, já que as autoridades temiam que a Ucrânia pudesse atacar a Praça Vermelha com drones.

Um cessar-fogo de última hora entre Moscú e Kyiv, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reduziu o perigo de qualquer ataque e o desfile transcorreu sem incidentes.

Os comentários de Putin chegaram apenas poucas horas depois de ele ter utilizado seu discurso do Dia da Vitória para justificar a guerra.

Nesse discurso, o mandatário sustentou que a Rússia estava travando uma guerra "justa" e qualificou a Ucrânia como uma "força agressiva" que estava sendo "armada e apoiada por todo o bloco da OTAN".

Mais tarde, quando questionado em uma coletiva de imprensa sobre a ajuda do Ocidente à Ucrânia, Putin disse: "Eles (o Ocidente) prometeram ajuda e depois começaram a avivar uma confrontação com a Rússia que continua até o dia de hoje. Acredito que a questão está chegando ao fim, mas é um assunto sério".

As forças russas se apoderaram da Crimeia e de partes do leste da Ucrânia em 2014, e depois lançaram uma invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022.

Putin assegurou que só se reuniria com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, uma vez acordado um tratado de paz duradouro.

"É possível uma reunião em um terceiro país, embora apenas uma vez que se tenham alcançado acordos finais sobre um tratado de paz com uma perspectiva histórica de longo prazo, para participar deste evento e assinar (o acordo). Mas deve ser um passo final", continuou.

O presidente russo disse que havia ouvido que Zelensky estava disposto a manter uma reunião pessoal, mas o matizou: "Não é a primeira vez que ouvimos tais declarações".

Putin afirmou que estaria disposto a negociar novos acordos de segurança para a Europa, e que seu parceiro de negociação preferido seria o ex-chanceler da Alemanha Gerhard Schröder.

O ex-chanceler é um amigo de longa data de Putin, e é controverso por seu trabalho para empresas energéticas estatais russas.

Como parte do cessar-fogo liderado pelos EUA durante o fim de semana, Kyiv e Moscú acordaram uma troca de 1.000 prisioneiros de cada país.

Não obstante, Putin sinalizou que a Rússia ainda não havia recebido notícias da Ucrânia sobre nenhuma troca.

Pela primeira vez em quase duas décadas não houve equipamento militar no desfile da Praça Vermelha, que o Kremlin costuma exibir para projetar o poder militar russo no cenário internacional.

Também havia muitos menos jornalistas no evento, e a muitos meios internacionais não foi permitido o acesso.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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