Príncipes herdeiros do Japão visitarão colônia nikkei de Yguazú em seu 65º aniversário
Comitiva imperial cumpre agenda de homenagem aos primeiros imigrantes japoneses e estreita laços com a coletividade
A comitiva imperial desembarcará neste domingo na região para cumprir com uma nutrida agenda orientada a render homenagem aos primeiros imigrantes japoneses e estreitar laços com a coletividade nikkei, termo que se usa para nomear os emigrantes de origem japonesa e todos os seus descendentes nascidos fora do Japão.
O intendente de Yguazú, Mauro Kawano, confirmou que a chegada da delegação está prevista para as 10:55 no Aeroporto Internacional Guaraní de Minga Guazú, de onde se trasladarão até a cidade.
A verdade que não será por muitas horas. Serão duas horas e meia praticamente. Vão visitar o museu, dirigir-se-ão ao cemitério para oferecer uma oferenda floral, e de lá vem para um almoço onde participarão autoridades locais e departamentais. De lá praticamente já parte outra vez para Assunção, explicou.
O itinerário começará formalmente com um percurso pela Plaza Central de Yguazú, onde os visitantes observarão as árvores plantadas em 1978 pelos então príncipes herdeiros.
A comitiva acudirá depois ao cemitério da comunidade para a oferenda floral aos falecidos e para render homenagem perante o cenotáfio dedicado aos egressos da Universidade Agrícola de Tóquio que se radicaram no Paraguai.
O trajeto cultural incluirá uma parada no Museu da Imigração Takumi e na Escola de Idiomas Japoneses, local onde os ilustres visitantes plantarão árvores comemorativas.
Na sede da Associação Japonesa de Yguazú está prevista a observação do monumento e da árvore plantada em seu momento pela princesa Mako, passo prévio ao ato oficial de boas-vindas com discursos, apresentações artísticas e o almoço oferecido pela coletividade ao qual assistirá o governador do Alto Paraná.
À tarde, o casal real sustentará uma reunião com sócios e integrantes da coletividade na sede da Cooperativa Yguazú e culminará seu trajeto no Centro de Informação Turística Michi no Eki.
A presença da realeza coloca em primeiro plano a profunda marca que deixou a imigração nipônica no desenvolvimento produtivo do país, um legado que o próprio Kawano se encarregou de dimensionar.
Desde os inicios, eles trouxeram consigo conhecimentos com relação à produção agrícola. Na parte de horticultura foi fundamental. Nos primeiros tempos, as hortaliças não estavam muito inseridas em nossa cultura culinária, mas depois nas colônias começaram a produzir verduras e tomates, e a gente começou a dar importância. Posteriormente, na década de 1980, começou a haver um...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.