Pretendem aprovar balanço de Nenecho e Bello, e recomendar um empréstimo de até USD 300 milhões
No dia 10 de maio, uma aliança política entre vereadores opositores e colorados dissidentes resultou na rejeição dos documentos referidos à execução orçamentária durante o período sob responsabilidade de Óscar Nenecho Rodríguez, a intervenção de 60 dias sob responsabilidade de Carlos Pereira, e os últimos quatro meses de 2025 sob a administração de Luis Bello.
Entre as principais objeções aos documentos, mencionou-se o rombo financeiro deixado por Nenecho após o desvio de G. 512.000 milhões, quantia que deveria ser utilizada em sua maioria para obras, mas foi empregada em salários e outras despesas irregulares, conforme o relatório do interventor.
Em contato com Última Hora, o vereador Miguel Sosa, presidente da Comissão de Hacienda e Presupuesto, explicou que após a rejeição do balanço, foram encaminhadas uma série de consultas técnicas à Junta, que o intendente Luis Bello deveria responder em um prazo de 30 dias.
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Sosa referiu que as Diretorias de Finanças e Assessoria Jurídica "resolveram todas as consultas realizadas pelos vereadores" e encaminharam à Junta um relatório técnico de contrarrazões.
"A Comissão de Hacienda proferiu parecer e, incorporando todas as respostas da Intendência, coloca em consideração do plenário, que tem o poder de rejeitar ou aprovar, por isso que está em consideração para a sessão de amanhã", afirmou o vereador.
Consultado sobre o conteúdo do relatório técnico da Intendência, Sosa antecipou que uma das consultas respondidas guarda relação com o alerta realizado pelo edil Humberto Blasco, que havia referido, na sessão do 6 de maio, que "o resultado do exercício 2025 é de G. 103.544 milhões negativos, prejuízo".
Sosa, por sua vez, havia indicado que o resultado era positivo.
Recomendam outro empréstimo, desta vez de USD 300 milhões
O edil referiu-se, por outro lado, à intenção de solicitar um empréstimo internacional que poderia chegar a USD 300 milhões. Esta recomendação foi incluída no parecer que resolve aprovar a prestação de contas de 2025.
"Essa recomendação se faz para colocar em consideração do intendente um empréstimo internacional com taxa de juros muito mais baixa", disse Sosa. "Porque o Estado faz empréstimo internacional e paga anualmente de 4 a 5%. Se nós pagamos empréstimo local a 17%, 18%..."
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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