Preparam novo estudo sobre consumo de carne de porco
A iniciativa é impulsionada pelo Viceministerio de Ganadería, através da Mesa Porcina coordenada pela doutora Minerva Benítez, que explicou que o estudo atualizará a informação obtida em 2022 e servirá como base para uma nova etapa de promoção do consumo.
A profissional recordou que a primeira pesquisa permitiu identificar as preferências dos consumidores, especialmente das donas de casa, que manifestaram interesse por cortes menores, produtos práticos e opções prontas para cozinhar. A partir desses resultados desenvolveu-se um plano de comunicação que foi implementado entre 2022 e 2026, além de um receituário com preparações nacionais dentro do projeto "Cerdo Teté Porã". Benítez apontou que após quatro anos, corresponde realizar uma nova medição para comparar a evolução da percepção do consumidor e detectar novas oportunidades de melhoria.
Mitos a derribar. Um dos principais desafios continua sendo derribar os mitos que ainda existem sobre a carne suína, especialmente aqueles relacionados à saúde. Nesse sentido, destacou que durante os últimos anos avançou-se em campanhas de informação direcionadas a nutricionistas e profissionais de saúde, embora tenha reconhecido que ainda há trabalho a fazer.
Como resultado das ações implementadas, o consumo per cápita de carne de porco no Paraguai passou de aproximadamente 3,5 quilogramas por habitante há uma década para entre 11 e 12 quilogramas na atualidade. Porém, a cifra ainda está longe de outros países da região, onde o consumo alcança até 36 quilogramas por pessoa ao ano.
"Nosso objetivo é nos aproximarmos a um consumo de entre 19 e 20 quilogramas per cápita, o que permitiria fortalecer a produção nacional e oferecer uma alternativa a mais dentro da cesta familiar", explicou.
A coordenadora sustentou que o crescimento do consumo não responde unicamente ao maior preço da carne bovina, mas principalmente à transformação do setor suíno paraguaio, que incorporou genética de maior qualidade, melhorou os sistemas de alimentação e diversificou a oferta de cortes e produtos elaborados.
Essas melhorias permitiram oferecer carnes mais magras, saborosas e adaptadas às preferências do consumidor, além de ampliar sua presença em restaurantes e estabelecimentos gastronômicos, onde cada vez é mais frequente encontrar pratos elaborados com carne de porco.
Benítez também ressaltou as qualidades nutricionais do produto, ao apontar que fornece vitaminas do complexo B, ácidos graxos benéficos e apresenta uma maior digestibilidade, aspectos que buscam difundir-se mediante futuras campanhas de promoção.
12 quilogramas de carne de porco per cápita ao ano são consumidos no país, e na região são 36 quilogramas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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