Prefeitura de Fernando de la Mora intimida vizinhos e jornalistas
Moradores denunciam amedrontamento após colocarem cartazes sobre más condições das ruas; equipe de mídia também sofre censura
Vizinhos de Fernando de la Mora denunciaram que estão sendo vítimas de amedrontamento por parte da Prefeitura por terem colocado alguns cartazes relacionados com o péssimo estado das ruas. Enquanto isso, a equipe jornalística de Nación Media (GEN e Universo 970AM) também foi vítima de censura de alguns funcionários.
O câmera Rodrigo Benítez foi agredido quando tentava realizar algumas filmagens na sala da Secretaria Geral. "Nos amedrontaram, especificamente meu companheiro Rodrigo Benítez. Veio uma pessoa, pegou nossa câmera, quis obrigar meu companheiro a abandonar o prédio", relatou o cronista Joel Corvalán.
Enquanto isso, a candidata a prefeita pela Aliança Despertar Ciudadana, María Stela Invernizzi, chegou hoje à prefeitura local, em representação dos afetados, acompanhada de uma delegação, para pedir explicações a respeito.
"Viemos conversar com o prefeito, e infelizmente, não está em seu escritório. Solicitamos audiência com a secretária geral Nilza Sánchez, e também não se encontra", comentou Invernizzi em declarações ao programa Arriba Hoy do canal GEN e Universo 970AM.
Diante da ausência de ambas as autoridades, solicitaram audiência com o diretor jurídico. "Para que nos deem alguma explicação, qual normativa estamos quebrando com os cartazes que colocamos a meia quadra, visto que estão recebendo as proprietárias ameaças, assédio da Prefeitura para que removamos os cartazes", indicou.
Candidato a vereador confirma o amedrontamento
Por sua vez, Alejandro Fernández, responsável pela colocação dos cartazes e candidato a vereador, confirmou o amedrontamento. "Os donos nos expressaram que desde o mesmo dia em que amanheceram os cartazes com 'Bem-vindo a Fernando de la Mora, a capital do buraco', estiveram sendo assediados, tanto pela secretária geral Nilza Sánchez quanto pelo assessor jurídico da Prefeitura", referiu.
Do mesmo modo, as ameaças foram várias. "Estiveram recebendo ameaças todos os dias de que seriam notificados, multados, seriam colocados entraves quanto à sua licença comercial, teriam problemas com o pagamento de impostos também", acrescentou.
Nesse contexto, questionou a atitude das autoridades municipais. "Para nós parece ridículo ter que estar discutindo sobre dois cartazes que não fazem mal a ninguém, sendo que em vez de colocar tanto esforço em cobrir os cartazes, deveriam cobrir os buracos", expressou.
"Nos amedrontaram, especificamente meu companheiro Rodrigo Benítez. Veio uma pessoa, pegou nossa câmera, quis obrigar meu companheiro a abandonar o prédio", relatou o cronista Joel Corvalán.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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