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Política

Pré-orçamento

07/09/2026 23:15 4 min lectura 381 visualizações

Não reconhece que nos mentiu nos números, que não sabe como seus ministros gastam nem em quê e muito menos tem interesse ou vontade de reformar um Estado corrupto, ladrão e ineficiente até mesmo para seus próprios militantes.

O Governo pressupõe que somos idiotas pela maneira como gastam nosso dinheiro e que não nos damos conta do engano.

Os economistas com Santiago Peña na frente chocaram a economia e supõem que não nos damos conta do dano que vêm fazendo à estrutura do país. Agora até o FMI – que lhes aplaudia em cada visita de avaliação – lhes diz que se não melhorarem o gasto público (deixar de roubar) se coloca em sério risco a possibilidade de pagar as dívidas que têm com bancos multilaterais e detentores de títulos. Finalmente, isso é o único que lhes interessa.

Desde a DNIT respondem que é preciso gravar com mais impostos as empresas maquiladoras que só tributam 1% de um negócio que movimenta USD 1.400 milhões anuais e 40.000 empregados, muitos na fronteira. Prieto, do Leste, diz que essa instituição não controla a entrada do contrabando por mais de USD 800 milhões anuais. Também querem fazer com que os importadores de carros elétricos e os fabricantes de motos paguem mais. A questão é tirar dinheiro de onde seja e embora mostrem nervosismo e angústia raspando a panela não oferecem sacrifícios para dentro. Para fora o mau humor cresce. Os reclamos dos médicos não são atendidos e os professores se preparam para embestir com outros similares. Já não se pode sustentar que com o crescimento econômico tudo está bem ou que o BCP nos diga que houve inflação zero no mês de agosto quando os preços dos alimentos e combustíveis não param de subir. Os transportistas não recebem o subsídio há meses e o serviço ressente. O castelo de cartas sobre o qual se configuraram as mentiras do Governo se enfrenta com a mais cruel das realidades. Não souberam conduzir a nave que chocou frontalmente contra o muro da realidade que finalmente é a única verdade.

O orçamento apresentado é tão mentiroso que o ministro de Economia à pergunta de se contemplam ajustes aos médicos repetiu como um mantra: "Não há dinheiro". Tampouco sabe de onde tirar. Há apenas duas formas: impostos ou empréstimos. O primeiro acabaria com a última das mentiras deste governo repetida uma e outra vez: "Não vamos elevar os tributos". Não será nada raro que o façam e pisem sobre uma das tantas promessas insustentáveis com o regime atual. Não falam nada em torno de mecanismos de controle do gasto público: deixar de roubar, reduzir o número de empregados públicos ou cortar os privilégios. A situação é tão grave que o presidente da Comissão de Orçamento do Congresso Silvio trato apu'a Ovelar disse que os legisladores devem reduzir suas diárias a G. 20 milhões mensais ficando com uma dieta de G. 18 milhões.

Não nos anuncia em cortar os ingressos de toda sua parentela que são multimilionários e que os pagamos nós. Creio que poderia ser o corte maior e que os parentes façam uma vaquinha no seu caso e no de outros terminando de passo com todos os privilégios abomináveis do seguro médico privado e aposentadoria por 15 anos de carreira legislativa.

Requeremos grandes sacrifícios deles para que possamos acreditar neles. De momento, estão buscando descomprimir a pressão popular como seja. Lhes crescem os anões de dentro e de fora com uma economia descontrolada e sem governo.

Nosso pré-orçamento é que não sabem o que fazer e muitos desde dentro do próprio Governo estão vendo com prazer renovado seu fracasso.

É tarde e impossível uma reforma, não poderão contentar aos próprios, e os alheios terão confirmado em seu caminho que os condutores da nave não souberam conduzi-la em tempos de paz e menos agora em economia de guerra.

O único pré-orçamento válido que os números apresentados é que não contam com sinceridade a realidade...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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