Política monetária em julho atingiu G. 580 bilhões
O Banco Central do Paraguai (BCP) acumulou G. 580.684 bilhões em gastos vinculados à política monetária entre janeiro e julho de 2026. O principal componente corresponde à remuneração dos Instrumentos de Regulação Monetária (IRM), que durante os primeiros sete meses do ano representaram G. 328.726 bilhões. Este montante equivale a mais da metade do total de gastos registrados no período.
A isto se soma a remuneração dos encajes legais, tanto em moeda nacional quanto estrangeira. Por este conceito, o BCP desembolsou G. 236.099 bilhões, dos quais G. 142.282 bilhões corresponderam a encajes em moeda nacional e G. 93.817 bilhões a moeda estrangeira.
O quadro do BCP também registra G. 15.858 bilhões relacionados com a produção de instrumentos de política. Apenas em julho, os gastos vinculados a estes instrumentos atingiram G. 88.440 bilhões, acima dos G. 78.646 bilhões registrados em junho.
O principal componente do gasto de julho foi novamente a remuneração por IRM, com G. 47.467 bilhões, enquanto a remuneração de encajes legais atingiu G. 34.933 bilhões, somando moeda nacional e estrangeira.
No mesmo mês, a produção de instrumentos de política demandou outros G. 6.039 bilhões.
O comportamento mensal mostra, além disso, variações importantes. Em janeiro o gasto chegou a G. 80.446 bilhões, caiu a G. 78.550 bilhões em fevereiro, voltou a subir a G. 84.911 bilhões em março e atingiu G. 86.178 bilhões em abril. Em maio foi de G. 83.514 bilhões e em junho desceu a G. 78.646 bilhões, antes da recuperação observada em julho.
Os IRM e os encajes legais fazem parte das ferramentas utilizadas pelo Banco Central para administrar a liquidez do sistema financeiro e contribuir ao cumprimento de seus objetivos de política monetária.
Neste contexto, o montante acumulado permite dimensionar o custo financeiro que implica a utilização destes instrumentos. Dos G. 580.684 bilhões acumulados até julho, cerca de 57% corresponde à remuneração dos IRM e aproximadamente 41% aos encajes legais.
O dado adquire relevância em um cenário em que o BCP mantém a utilização de instrumentos de regulação monetária para administrar as condições de liquidez do mercado.
O BCP informou que o índice de preços ao consumidor (IPC) registrou uma variação de -0,1% em julho. Com este comportamento, a inflação acumulada nos primeiros sete meses de 2026 se situou em 1,8%, enquanto a taxa interanual desceu a 1,6%, seu nível mais baixo em vários anos e abaixo dos 2,1% registrados em junho.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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