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Economia

Podemos e devemos ser!

16/06/2026 13:45 3 min lectura 9 visualizações

Não ocorrerão milagres no Paraguai e não haverá um "milagre paraguaio", mas sim o resultado do estabelecimento de objetivos a curto, médio e longo prazo, tanto a nível do Estado como nas empresas privadas; empreendedores e inovadores devem fazê-lo, planejando cada um seu horizonte e a possibilidade de uma futura expansão e crescimento de seu investimento. Ninguém em seu perfeito juízo trabalha com prejuízo e não há razão para que a sociedade paraguaia, nós, o façamos.

Uma sociedade é possibilista ou fatalista. Nossa trágica história de guerras gerou uma sociedade muito fatalista, de sobreviventes, de lutar dia a dia e de não pensar no futuro distante, pelas urgências e apertos do mal viver, de crer estar destinados à pobreza, à miséria e ao sofrimento; a isto se somou, na pós-guerra do 70, a imposição por parte dos vencedores, de pensar que éramos uma raça de cretinos, ignorantes e incapazes, mendigos e dependentes. Pois bem, atualmente, esses dias já passaram, pois o Paraguai está em uma senda de pleno e franco desenvolvimento, onde números e estatísticas não param de crescer. Um tema de análise é a qualidade desse crescimento, pois tudo depende da posição do Paraguai na cadeia de geração de valor.

A joia da economia paraguaia é a produção primária, seja hidroenergia, agroindústria e pecuária; o porém é que a produção primária se encontra na base da cadeia de valor, agregando pouco valor. Subir nesta cadeia é ingressar na economia secundária com indústrias, impulsionada com a Lei de Maquila e o sistema tributário do "triplo 10"; o porém é que, embora se aumente a geração de riqueza na cadeia de valor, na medida que os operários paraguaios suam e se esforçam, quanto mais produzem as máquinas nas fábricas, o ganho vai para os donos, para multinacionais ou investidores estrangeiros. "As penas são nossas, mas as vaquinhas são alheias".

O Paraguai deve ingressar na economia terciária, da sociedade da informação e do conhecimento, no seleto grupo de nações que dominam ciência e tecnologia, oferecendo serviços a nível global, a qual se encontra no nível mais alto de geração de riqueza na cadeia de valor. Para isto devemos gerar políticas públicas orientadas a ingressar nessa sociedade; estimular empreendedores e inovadores para se lançarem nesse nicho de mercado; investir em P&D+i formando recursos humanos capacitados e hábeis no domínio da ciência; gerar nos paraguaios a autoestima de crer em nós mesmos. Países devastados por guerras ou pela pobreza, como Taiwan, Coreia do Sul e Singapura, em 30 anos, passaram para o primeiro mundo seguindo esta rota.

Há desafios. Muitos. Se os assumirmos, podemos e devemos ser em futuro próximo, a Suíça da América.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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