Peña rejeita "soluções mágicas" para a grave crise que atravessa o IPS
Durante uma coletiva de imprensa posterior à inauguração de melhorias edilícias no Centro Educativo de Itauguá, o presidente Santiago Peña se referiu esta manhã à situação do mercado de combustíveis e aos desafios que enfrenta o Instituto de Previsão Social (IPS).
Peña abordou a situação do IPS e a proposta de declarar uma emergência institucional para enfrentar as dificuldades que atravessa a previdenciária.
O mandatário reconheceu que a instituição arrasta problemas históricos e defendeu a gestão do presidente da entidade, Ricardo Isaías Fretes, destacando as mudanças administrativas e financeiras que vêm sendo implementadas.
"IPS vem arrastando problemas de décadas. Nós celebramos o trabalho que está fazendo o doutor Ricardo Isaías Fretes e sua equipe", manifestou.
Ressaltou além disso a lei aprovada no ano passado para incrementar os recursos destinados ao Fundo de Saúde e explicou que parte dos fundos que anteriormente eram dirigidos a capacitação e formação profissional estão sendo redirecionados gradualmente para fortalecer a atenção médica dos segurados.
Também sinalizou que o crescimento do número de cotizantes, impulsionado por uma maior formalização laboral, está permitindo aumentar os ingresos da previdenciária. Nesse sentido, destacou que o Paraguai alcançou pela primeira vez um nível de formalização de 40% dos trabalhadores e assegurou que o Governo está combatendo a evasão de aportes operário-patronais.
Contudo, o presidente insistiu em que o principal desafio não passa unicamente por conseguir mais recursos, mas por administrá-los de maneira eficiente.
"Há que investir de maneira correta", sustentou, ao tempo em que ressaltava a experiência e credibilidade de Fretes para definir prioridades dentro da instituição.
Finalmente, rejeitou a ideia de que uma declaração de emergência possa resolver os problemas estruturais do IPS e enfatizou que a recuperação do sistema exigirá tempo, investimentos e gestão.
"Não há soluções mágicas. Isso não é que nos vai cair maná do céu e vão se solucionar os problemas", afirmou.
Acrescentou que o IPS trabalha de maneira coordenada com a Direção Nacional de Contratações Públicas para agilizar os processos de compra e evitar que disputas entre fornecedores afetem os segurados. Não obstante, reiterou que a solução passa por um trabalho sustentado e não por medidas excepcionais.
"Novamente, não há atalhos, não há soluções mágicas. É trabalho puro e duro que temos que levar adiante", concluiu.
Consultado sobre as reduções de preços anunciadas por algumas marcas privadas, o mandatário sustentou que a Petropar segue sendo a opção mais econômica para os consumidores e reivindicou o papel da estatal durante o recente aumento dos preços internacionais provocado pelas tensões no Oriente Médio.
"Petropar tem até o dia de hoje o preço mais barato do mercado. Foi a marca que primeiro baixou e a que mais baixou de preço", afirmou.
Peña recordou que durante o conflito no estreito de Ormuz, que gerou um forte impacto nos custos internacionais dos combustíveis, a empresa estatal manteve preços mais competitivos que o resto do mercado. Conforme sinalizou, essa estratégia permitiu à Petropar aumentar significativamente sua participação.
O chefe de Estado celebrou que as distribuidoras privadas tenham começado a acompanhar a tendência de redução de preços e assegurou que o Governo seguirá observando o comportamento do mercado.
"Valorizamos esse gesto e, na medida das possibilidades, assim que se possa continuar essa diminuição o faremos", indicou.
Igualmente, insistiu em que a Petropar não deve distorcer a concorrência e que sua atuação deve responder às condições reais do mercado. "Quando sobe tem que subir e quando baixa tem que baixar", expressou, embora ressaltasse que nos últimos dias a estatal tem mantido um comportamento responsável.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.