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Política

Peña rejeita "soluções mágicas" para a grave crise que atravessa o IPS

25/06/2026 19:45 4 min lectura 2 visualizações
Peña rechaza “soluciones mágicas” para la grave crisis que atraviesa el IPS

Durante uma coletiva de imprensa posterior à inauguração de melhorias edilícias no Centro Educativo de Itauguá, o presidente Santiago Peña se referiu esta manhã à situação do mercado de combustíveis e aos desafios que enfrenta o Instituto de Previsão Social (IPS).

Peña abordou a situação do IPS e a proposta de declarar uma emergência institucional para enfrentar as dificuldades que atravessa a previdenciária.

O mandatário reconheceu que a instituição arrasta problemas históricos e defendeu a gestão do presidente da entidade, Ricardo Isaías Fretes, destacando as mudanças administrativas e financeiras que vêm sendo implementadas.

"IPS vem arrastando problemas de décadas. Nós celebramos o trabalho que está fazendo o doutor Ricardo Isaías Fretes e sua equipe", manifestou.

Ressaltou além disso a lei aprovada no ano passado para incrementar os recursos destinados ao Fundo de Saúde e explicou que parte dos fundos que anteriormente eram dirigidos a capacitação e formação profissional estão sendo redirecionados gradualmente para fortalecer a atenção médica dos segurados.

Também sinalizou que o crescimento do número de cotizantes, impulsionado por uma maior formalização laboral, está permitindo aumentar os ingresos da previdenciária. Nesse sentido, destacou que o Paraguai alcançou pela primeira vez um nível de formalização de 40% dos trabalhadores e assegurou que o Governo está combatendo a evasão de aportes operário-patronais.

Contudo, o presidente insistiu em que o principal desafio não passa unicamente por conseguir mais recursos, mas por administrá-los de maneira eficiente.

"Há que investir de maneira correta", sustentou, ao tempo em que ressaltava a experiência e credibilidade de Fretes para definir prioridades dentro da instituição.

Finalmente, rejeitou a ideia de que uma declaração de emergência possa resolver os problemas estruturais do IPS e enfatizou que a recuperação do sistema exigirá tempo, investimentos e gestão.

"Não há soluções mágicas. Isso não é que nos vai cair maná do céu e vão se solucionar os problemas", afirmou.

Acrescentou que o IPS trabalha de maneira coordenada com a Direção Nacional de Contratações Públicas para agilizar os processos de compra e evitar que disputas entre fornecedores afetem os segurados. Não obstante, reiterou que a solução passa por um trabalho sustentado e não por medidas excepcionais.

"Novamente, não há atalhos, não há soluções mágicas. É trabalho puro e duro que temos que levar adiante", concluiu.

Consultado sobre as reduções de preços anunciadas por algumas marcas privadas, o mandatário sustentou que a Petropar segue sendo a opção mais econômica para os consumidores e reivindicou o papel da estatal durante o recente aumento dos preços internacionais provocado pelas tensões no Oriente Médio.

"Petropar tem até o dia de hoje o preço mais barato do mercado. Foi a marca que primeiro baixou e a que mais baixou de preço", afirmou.

Peña recordou que durante o conflito no estreito de Ormuz, que gerou um forte impacto nos custos internacionais dos combustíveis, a empresa estatal manteve preços mais competitivos que o resto do mercado. Conforme sinalizou, essa estratégia permitiu à Petropar aumentar significativamente sua participação.

O chefe de Estado celebrou que as distribuidoras privadas tenham começado a acompanhar a tendência de redução de preços e assegurou que o Governo seguirá observando o comportamento do mercado.

"Valorizamos esse gesto e, na medida das possibilidades, assim que se possa continuar essa diminuição o faremos", indicou.

Igualmente, insistiu em que a Petropar não deve distorcer a concorrência e que sua atuação deve responder às condições reais do mercado. "Quando sobe tem que subir e quando baixa tem que baixar", expressou, embora ressaltasse que nos últimos dias a estatal tem mantido um comportamento responsável.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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