Peña afirma que reivindicação salarial docente já está nas mãos do Congresso
Após chegar a um acordo com o setor médico, o presidente da República Santiago Peña também se referiu à situação e reivindicações do setor docente, que anuncia uma mobilização e uma greve nacional para os dias 18 e 19 de setembro.
O sindicato docente solicita um reajuste salarial de 8%, além da inclusão no orçamento de 2027 de um adendo para destinar recursos a infraestrutura, gratuidade escolar e cobertura de horas-aula.
"Nós reconhecemos todas as demandas, mas temos que entender que os recursos são limitados", respondeu o mandatário diante de consultas da mídia. Indicou ainda que a análise encontra-se no Congresso no marco do estudo do projeto do Orçamento Geral da Nação (OGN) 2027.
"É o desafio que temos, recursos limitados para necessidades que são ilimitadas. Tentamos encontrar sempre a racionalidade, este é um trabalho que também requer do acompanhamento por parte do Poder Legislativo. Eles estão desde ontem discutindo na Comissão Bicameral de Orçamento, portanto esperamos que possa prevalecer a racionalidade", expôs o presidente.
Acordo com médicos
O presidente Peña destacou como um fato histórico o acordo alcançado com o sindicato médico e o Governo através do Ministério de Saúde Pública. "Conseguimos chegar a bom porto, foram semanas de muita conversa, de muito intercâmbio. É uma luta que tem levado 14 anos", detalhou.
Ressaltou ainda que seu Governo é o que "mais investiu em infraestrutura do Paraguai", com 500 milhões de dólares destinados à construção de hospitais que nunca antes tinham sido edificados no país. "O maior orçamento na história para insumos e medicamentos, e hoje podemos dizer que é o maior aumento em 14 anos para o pessoal médico, que é parte de um processo ainda. Nos resta um caminho longo pela frente, mas foi uma jornada histórica para poder chegar a esse acordo", expressou.
Mudança na pasta de Saúde
Consultado sobre a saída da doutora María Teresa Barán, o presidente apontou: "O Ministério de Saúde é um Ministério que requer uma atenção muito importante. A ministra Barán é uma grande companheira, uma amiga minha, realmente uma mulher maravilhosa. Acredito que era o momento, e ela também deu o passo para que possa entrar o doutor Isaías Fretes, uma marca com mais energia, e levar adiante todos os projetos que temos".
Reconheceu também o trabalho realizado por Barán à frente da pasta de Estado durante sua gestão, bem como sua participação nas negociações com os médicos. "Estas são negociações onde muitas vezes se tensiona a mesa de negociação. Posso assegurar que não teríamos chegado a esta instância sem o trabalho que fez a doutora Barán, e também não poderíamos ter fechado sem a articulação e a marca do doutor Fretes", expressou.
O mandatário concluiu sinalizando que considera o acordo como uma vitória do Paraguai. "Acredito que é uma reivindicação histórica. Encontramos um terreno comum onde todas as partes pudemos chegar a um consenso", sentenciou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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