Partidos de centro-direita do Brasil adotam neutralidade ante candidatura de Flávio Bolsonaro
Decisão do Partido Progresistas
O Partido Progresistas (PP) comunicou hoje sua determinação de manter-se neutro na contenda presidencial, liberando seus dirigentes para que apoiem diferentes candidatos nas eleições regionais. Esta posição descarta uma aliança formal com Flávio Bolsonaro.
A resolução também impediu que a senadora Tereza Cristina Corrêa, uma das principais vozes do agronegócio brasileiro, fosse postulada como candidata à Vice-Presidência na fórmula do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro havia anunciado no dia anterior que a senadora e ex-ministra de Agricultura no Governo de seu pai (2019-2022) lhe havia expressado sua disponibilidade para ser sua companheira de fórmula, decisão que finalmente foi frustrada pela determinação do PP.
Impacto na estratégia política
A determinação do PP representa um revés para a estratégia de Bolsonaro, que buscava expandir sua base de apoio com partidos do denominado 'centrão', o influente bloco de forças de centro e centro-direita que tradicionalmente desempenha um papel determinante na conformação de maiorias políticas.
A atenção agora se centra na convenção de União Brasil, programada para o próximo terça-feira. Esta formação mantém uma coligação partidária com o PP e a maioria de seus dirigentes manifestou nos últimos dias que a tendência é adotar a mesma posição de neutralidade.
Nesse mesmo terça-feira também celebrará sua convenção Republicanos, outro dos partidos que Bolsonaro tenta incorporar a sua coligação e que conta entre seus dirigentes o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, um importante aliado dos Bolsonaro.
Embora o respaldo ao candidato do PL ainda não tenha sido descartado formalmente, diferentes correntes internas consideram que a opção preferida é permanecer neutral e permitir acordos regionais independentes.
Candidaturas alternativas do centro-direita
O isolamento do candidato do PL se aprofunda porque outras forças relevantes do centro-direita já optaram por apresentar candidaturas próprias. O Partido Social Democrático (PSD) postulou o ex-governador do estado de Goiás Ronaldo Caiado, enquanto o partido Novo lançou o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema.
Na prática, essas decisões deixam o Partido Liberal, a força liderada pelo ex-presidente, como o único partido oficialmente alinhado com a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Panorama político geral
Em contraste, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já assegurou o respaldo da maior parte das forças de esquerda para a campanha na qual buscará sua reeleição, entre elas o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Os grandes partidos de centro-direita, incluindo PP, União Brasil, Republicanos e PSD, em geral atuam conjuntamente no Congresso e contam com 273 dos 513 membros da Câmara dos Deputados, o que lhes permite outorgar maioria a qualquer governo.
O PL de Bolsonaro é individualmente a primeira minoria na Câmara, mas conta apenas com 97 deputados, enquanto a coligação progressista liderada pelo PT de Lula reúne 87.
As alianças partidárias possuem uma relevância que transcende o respaldo político. No Brasil, a legislação eleitoral distribui o tempo gratuito de propaganda em rádio e televisão de acordo com o tamanho das bancadas dos partidos que integram cada coligação, portanto somar aliados permite aumentar significativamente a exposição dos candidatos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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