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Economia

Para Tardáguila, a menor oferta e recomposição de estoques sustentam um futuro firme para o gado ao encerramento de 2026 e 2027

14/08/2026 03:30 3 min lectura 15 visualizações

O mercado pecuário regional está ingressando em uma nova etapa marcada por uma oferta mais limitada de animais, recomposição de existências e uma demanda internacional que continua sustentando valores historicamente elevados para a carne bovina.

Nesse cenário, Rafael Tardáguila, diretor de Tardáguila Agromercados e responsável pela Faxcarne, projetou um período de forte firmeza para os preços do gado durante o último tramo de 2026 e ao longo de 2027.

"Vamos a ter, e eu diria que não somente um último trimestre, mas um ano 2027 com um mercado muito firme"
, afirmou durante uma entrevista com Valor Agro.

Um dos principais sinais provém do comportamento conjunto dos quatro países do Mercosul. Na última medição comentada por Tardáguila, o Índice Faxcarne do Novilho Mercosul aumentou quatro centavos até US$ 4,88 por quilo carcaça, completando cinco semanas consecutivas de valorização.

O especialista destacou particularmente o que está ocorrendo no Brasil. Apesar de se encontrar temporariamente fora da produção destinada ao mercado chinês, principal destino da carne brasileira, o preço do gado continuou subindo.

"Era um momento do ano em que se supunha que os preços no Brasil iam estar em baixa porque lhe faltava a principal perna do mercado internacional, que é a China, e no entanto os preços estão em alta"
, explicou.

Para Tardáguila, esse comportamento representa um sinal claro de que o Brasil também ingressou em uma fase de recomposição de existências, um processo que já começa a se observar em distintos países da região.

"Agora sim o Brasil, assim como o resto da região, ingressou em uma fase de recomposição de existências, com uma menor quantidade de animais oferecidos ao abate e, portanto, a indústria tem que pagar mais"
, assinalou.

Esse cenário regional de menor disponibilidade de gado poderia encontrar ainda mais impulso durante o último trimestre do ano. O eventual retorno do Brasil com maior intensidade ao mercado chinês, o reaparecimento das equipes kosher na região e uma disponibilidade restringida de hacienda configuram um cenário de maior competição industrial pela matéria-prima.

A isto se soma o fator climático. A evolução das precipitações e os efeitos do El Niño poderiam influir nas decisões produtivas e comerciais dos pecuaristas, especialmente em um momento em que existem fortes sinais de retenção de matrizes e recomposição dos rebanhos.

Do lado internacional, Tardáguila considera que os fundamentos também continuam jogando a favor dos países exportadores de carne bovina. Os Estados Unidos aparecem como um dos principais motores desse mercado, tanto por sua menor disponibilidade interna quanto pelos elevados preços que está mostrando.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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