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Economia

Para a indústria, uma cota própria nos EUA "poderia mudar a escala do negócio exportador" da carne paraguaia

20/08/2026 03:45 3 min lectura 19 visualizações

Os Estados Unidos já representam um antes e um depois para a carne paraguaia. O mercado ganhou protagonismo rapidamente dentro das exportações nacionais e, para Daniel Burt, gerente-geral da Câmara Paraguaia de Carnes (CPC), o próximo grande passo seria conseguir uma cota própria ou alguma condição preferencial que permita ao Paraguai competir com maiores vantagens.

"Para o Paraguai, todo o mundo pode notar nas estatísticas, é um antes e um depois", afirmou Burt em Valor Agregado, ao analisar a evolução que teve o mercado estadunidense desde a habilitação da carne paraguaia.

O executivo explicou que os Estados Unidos atravessam um cenário especialmente atrativo para os países exportadores, principalmente porque a demanda se encontra acima da disponibilidade de oferta. "Todo o mundo está fazendo um esforço para tentar ganhar algo próprio nesse mercado porque a demanda está superando amplamente a oferta nos Estados Unidos", salientou.

Esse contexto gerou movimentos entre distintos fornecedores para assegurar melhores condições de acesso. Burt mencionou que a Argentina conseguiu uma cota própria adicional e que o Reino Unido também logrou obter um percentual exclusivo dentro da cota de terceiros países. "Acredito que todo o mundo está na mesma situação. Todo o mundo está fazendo um esforço para tentar ganhar algo próprio nesse mercado", expressou.

Para o Paraguai, conseguir uma condição similar teria uma relevância que excederia o aumento pontual dos volumes exportados. Significaria contar com uma ferramenta comercial própria dentro de um dos mercados mais importantes e demandantes do mundo. "Sem dúvida, isso seria algo histórico do ponto de vista das negociações comerciais que tem o Paraguai", garantiu Burt.

Um dos principais argumentos da CPC é que o Paraguai desenvolveu sua inserção internacional sem contar com muitas das preferências comerciais que sim possuem outros países competidores.

Burt salientou que essa situação obriga o país a aprofundar seu trabalho em matéria de diplomacia comercial. "O Paraguai não tem muitas negociações nem preferências comerciais com outros países", indicou.

Nesse cenário, uma cota exclusiva nos Estados Unidos poderia representar uma mudança importante na forma em que o Paraguai participa do mercado. "Qualquer acesso a uma cota própria ou alguma condição preferencial para o Paraguai seria um diferencial muito importante", destacou.

O benefício não estaria apenas relacionado ao fato de poder enviar mais carne. Também permitiria trabalhar com maior previsibilidade, reduzir a dependência de espaços compartilhados com outros exportadores e gerar uma condição mais estável para desenvolver negócios a longo prazo.

Os Estados Unidos já mudaram o mapa exportador

A relevância de conseguir melhores condições também está respaldada pelos números que demonstram a importância do mercado americano nas exportações de carne paraguaia.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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