Panamá oferece ser sede de diálogo entre Estados Unidos e Cuba
Proposta do Panamá para o diálogo
O ministro de Relações Exteriores panamenho, Javier Martínez-Acha Vásquez, manifestou nesta quinta-feira que o Panamá desejaria que se abrisse uma oportunidade de diálogo entre Cuba e Estados Unidos. A oferta foi apresentada pelo Governo do presidente José Raúl Mulino na quarta-feira na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.
Diálogo como instrumento de cooperação
Ao apresentar sua proposta perante a ONU, o Panamá defendeu o diálogo como instrumento fundamental para superar as diferenças entre Estados e promover a cooperação internacional. O chanceler panamenho enfatizou que a tradição e a história de entendimento do Panamá poderiam ser um espaço propício para essas conversas.
"Talvez uma posição neutra pudesse permitir avançar. Se ambos os países o desejarem, devem estar dispostos a conversar", sublinhou Javier Martínez-Acha Vásquez durante uma visita oficial ao Panamá de seu homólogo alemão, Johann Wadephul.
Contexto internacional
Esta proposta surge após a Assembleia Geral da ONU aprovar na quarta-feira uma resolução apresentada por Cuba que pede fim do embargo estadunidense. A votação resultou em 130 votos a favor, 17 contra e 25 abstenções.
A resolução, intitulada "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba", é um texto não vinculante que Cuba apresenta desde 1992. O embargo estadunidense a Cuba está em vigor desde 3 de fevereiro de 1962.
Compromisso com institucionalidade e direitos humanos
Além de oferecer seu território para um possível diálogo, o Panamá exortou as autoridades cubanas a fortalecer a institucionalidade democrática e garantir o respeito aos direitos humanos e à participação cidadã.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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