Pacientes renais transplantados reclamam fornecimento de medicamentos no IPS
Cerca de 80 pessoas afetadas pela escassez de fármacos essenciais
Manifestação por escassez de medicamentos
Pacientes renais transplantados e familiares de segurados se concentraram na explanada do Hospital Central do Instituto de Previsão Social (IPS) para exigir o fornecimento de medicamentos diante da escassez de fármacos destinados a essas pessoas.
Alcides Giménez, membro da Associação de Segurados, informou que os afetados seriam cerca de 80 em nível país. Em declarações ao programa "Assim são as coisas" do canal GEN e Universo 970 AM/Nação Media, expressou que se manifestaram após esgotar todas as instâncias de reclamação.
Medicamentos de uso permanente
Giménez apontou que os pacientes transplantados utilizam determinados medicamentos pela vida toda, portanto a falta de fornecimento representa um problema crítico. Mencionou que tempos atrás haviam reclamado a mudança de laboratório para transplantados, indicando que a falta do mesmo fármaco afeta muitas vezes os transplantados.
Segundo o representante da associação, o problema vem se agravando nos últimos tempos, chegando a uma situação onde já estão sem medicamentos em vários casos. "Há colegas que já não estão tomando seu remédio e isso o afeta", expressou.
Dificuldades na acessibilidade
Giménez relatou as complicações que enfrentam os pacientes para obter os medicamentos. "Às vezes você vai e se tiver sorte encontra, ou tem que comprar. Há colegas que vêm de Pedro Juan e ao chegar aqui já não há. Então, nos complica", lamentou.
Segundo o comunicado, caso continue a situação, os transplantados correm o risco de voltarem a diálise. "Se for assim, vai ser novamente um gasto enorme para o IPS, porque começamos do zero. E também nos prejudica aos familiares porque a diálise muda sua vida totalmente", assinalou.
Reunião com autoridades
Os representantes de pacientes se reuniram com o diretor de Saúde para expor suas preocupações. Porém, Giménez expressou insatisfação com a resposta recebida: "A resposta das autoridades é a de sempre: 'estamos trabalhando', 'estamos vendo'. Mas nós já não queremos discursos".
Os diretivos da previsional lhes pediram um prazo de dez dias para regularizar a situação, embora Giménez tenha manifestado que em ocasiões anteriores trouxeram quantidades insuficientes que se esgotam rapidamente. Os pacientes esperarão uma semana para que se regularize a distribuição, advertindo que caso não ocorra tomarão medidas mais fortes, considerando que "corre risco a vida dos pacientes".
Giménez enfatizou a urgência da situação, apontando que se trata de uma questão de emergência porque os doentes não podem esperar e que o que precisam é de medicamentos já.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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