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Saúde

Pacientes com câncer fazem até delivery de soros ante faltantes no Ingavi, segundo denúncias

Famílias de pacientes oncológicos do IPS recorrem a serviços de entrega para conseguir medicamentos essenciais

03/11/2026 16:45 4 min lectura 35 visualizações

Pacientes do Instituto de Previsão Social (IPS) atendidos no Hospital Ingavi denunciam que se veem obrigados a recorrer a serviços de delivery para conseguir medicamentos e insumos médicos essenciais devido a que na farmácia de dito centro hospitalar lhes informam sobre a "falta de estoque".

Um testemunho recolhido por Última Hora expõe o caso de um paciente oncológico cuja família deve custear fármacos de elevado preço, tais como o oxaliplatino com um valor de G. 190.000 por ampola, que lhes solicitaram 15 unidades e o fluorouracilo que custa G. 117.000 a unidade e necessitam 10 ampolas. A estes se somam pedidos de macrogoteiros, ondansetrão, dexametasona, agulhas Port-A-Cath, adesivos Tegaderm e inclusive soro glicosado.

Ante esta situação, a diretora de Logística de Suprimentos de Saúde do IPS, Evelyn Alviso, sustentou em diálogo com Última Hora que a instituição conta com disponibilidade em seus depósitos de ditos fármacos e que a provisão se realiza de maneira progressiva.

"Atualmente nós temos no IPS uma cobertura contratual realmente de 94% de todos os medicamentos do IPS; porém, quanto ao abastecimento ao estoque físico ronda em torno de 90% dentro de toda a rede sanitária do IPS", expressou.

Explicou que contam com mais de 1.500 ordens emitidas em todos os fornecedores por um valor de USD 75 milhões. "Estamos recebendo nós os medicamentos e os insumos em alguns casos de forma parcial", afirmou.

Explicou, além disso, como funciona a dinâmica de recepção e logística interna dos produtos.

"Os fornecedores vão completando a medida da disponibilidade deles. É um processo bastante dinâmico. Se ingresa ao parque sanitário do IPS e se distribui à rede de acordo com a categoria de complexidade de saúde também".

Respeito às queixas pontuais sobre o abastecimento no Hospital Ingavi, a diretora afirmou que vários insumos se estão distribuindo nesta terça-feira.

"Com respeito aos insumos de Ingavi estão ingressando justamente hoje e lhes estamos distribuindo seringas e soros. É um processo dinâmico onde está ingressando de forma parcial e estamos distribuindo na medida dos ingressos que temos, mas faltante, propriamente dito, não o estamos tendo", alegou.

Com relação específica ao soro glicosado, Alviso indicou que os medicamentos que ingressam à previdenciária "terminam bastante rápido".

"Soro glicosado nos chegou e se é que algo está faltando é provisório. O que ingresa à rede está terminando realmente muito rápido e voltamos a repor na medida dos ingressos que temos. Estou visualizando a farmácia deles e dispõem", ressaltou.

Alviso fez ênfase no fluxo constante de fármacos hacia os estabelecimentos de saúde da previdenciária.

"Realmente estamos recebendo de forma permanente medicamentos oncológicos, reumatológicos, endocrinológicos, antibióticos. Recebemos por dia mais de 30 tipos de produtos que são distribuídos em toda a rede".

Sobre a modalidade de entrega por parte das empresas adjudicadas, aclarou que em alguns casos as provisões são parciais.

"Então ingresa para 10 dias, 12 dias, depois volta a ingressar e vamos repondo, porém nós estamos tendo mediante todas as adjudicações deste ano e os contratos assinados e também um orçamento que habilitou a equipe econômica nacional".

A titular de Logística ressaltou a atenção prioritária hacia os centros assistenciais de maior concorrência "principalmente nos hospitais de maior complexidade como o Hospital Central, o Ingavi, Geriátrico, Ciudad del Este e em hospitais regionais é um processo dinâmico contínuo porque são onde temos as especialidades mais complexas".

Ao abordar o estoque das terapias contra o câncer, precisou que contam com 60 medicamentos de forma permanente em pacientes oncológicos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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