Paciente com esclerose múltipla denuncia IPS por falta de medicamentos
Jazmín Gómez relata que chegou à instituição para receber infusão de ocrelizumab, mas foi informada que o medicamento não estava disponível
Jazmín Gómez, que foi diagnosticada com esclerose múltipla meses atrás, chegou ao Instituto de Previsión Social (IPS) para uma consulta médica, mas horas depois foi informada de que o medicamento que necessita não estava disponível.
A paciente informou que aqueles que sofrem dessa doença correm o risco de sofrer surtos impredecíveis e lesões neurológicas permanentes que comprometem sua mobilidade devido ao serviço deficiente da previsional.
"Os pacientes com esclerose múltipla precisamos deste medicamento a cada seis meses. No meu caso, em novembro e em maio. Bem, nesta ocasião a infusão de ocrelizumab me tocava na sexta-feira, que é o medicamento que nos administram, digo 'nos' porque éramos quatro pacientes. Este medicamento é bastante invasivo, por isso nos aplicam uma pré-medicação antes da infusão do medicamento em si. Estivemos lá todas desde as 06:30, 07:00 mais ou menos da manhã", explicou a paciente em diálogo com NPY.
Gómez recordou que referido medicamento é fundamental para evitar risco de surtos e outras complicações da doença.
"Nos aplicaram toda a pré-medicação e por volta das 11:30 nos disseram que o medicamento não havia e comunicaram que da farmácia disseram que não havia nenhum frasco do medicamento. A médica foi bem sincera, ela não tinha ideia de que o medicamento estava em falta. A verdade é que todas vimos uma expressão de muita decepção no rosto da médica porque eu sei que ela faz tudo por nós para que possamos nos sentir bem, para que não tenhamos recaídas e tudo mais. Este medicamento é bastante importante para nós porque se não nos administram a tempo corremos risco de ter surtos a qualquer momento porque é uma doença impredecível", lamentou.
Em seguida, acrescentou que desde a previsional lhe informaram que não contam com data de reposição do fármaco porque a licitação da compra deste medicamento foi cancelada.
"Eu amanhã posso me sentir mal por causa disso e nos disseram que não há data de reposição. Não há data porque a licitação foi cancelada por um tempo justamente pela questão de que querem saber se este medicamento realmente funciona. Então, pelo que entendi, o novo presidente está fazendo encaminhar para cada associação, neste caso, a Associação de Neurologia terá que ir tudo isso, não somente o medicamento ocrelizumab, mas os outros medicamentos que se administram aos pacientes de esclerose múltipla para que eles digam se funciona ou não e então, temos alguns meses de espera", manifestou.
A segurada sustentou que referido medicamento tem um custo aproximado de USD 9.000 a USD 10.000, que em guaranis equivalem a G. 65 milhões.
"Nós precisamos de duas ampolas para cada gotejamento, seriam quatro ampolas no total por ano. Isso nos afeta muito porque daqui a um mês posso ter alguma recaída. O que isso significa? Posso ter alguma lesão no cérebro ou na medula espinhal que possa repercutir em qualquer parte do meu corpo", frisou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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