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Ovejas Negras: 14 anos de rock atrás de um sonho chamado ReciclArte

03/09/2026 01:45 3 min lectura 402 visualizações

Há canções que nascem para acompanhar uma etapa e outras que acabam se tornando parte de uma história. Ovejas Negras leva 14 anos construindo a sua, entre guitarras, palcos, canções e aquele desejo persistente de continuar fazendo rock. Agora, a banda paraguaia chega pela primeira vez ao Pilsen ReciclArte, no próximo 26 de setembro, para tocar no Anfiteatro José Asunción Flores, um palco que durante anos observou de longe e que hoje finalmente faz parte de seu caminho.

"É cumprir um sonho tocar em um lugar tão significativo como o Anfiteatro e mais ainda em um evento como o ReciclArte", conta Sebastián Acosta, vocalista e guitarrista da banda. Para o músico, a importância desta apresentação também está relacionada com os artistas que passaram pelo festival. "A maioria dos artistas que admiramos já se apresentou neste festival e sonhávamos poder estar lá alguma vez".

Ovejas Negras chega a esta apresentação poucas semanas depois de ter completado 14 anos nos palcos. A história começou em 28 de julho de 2012, com aquele primeiro show no mítico Richard's Pub. A lembrança ainda está presente para Acosta, que descreve aquela noite como uma mistura de "alegria, euforia e nervos", porque era a primeira vez que tocavam suas próprias canções diante do público e não sabiam como seriam recebidas.

Desde então houve mudanças de integrantes, palcos e aprendizados, mas também uma busca constante por encontrar um som próprio. "Com o passar do tempo houve mudanças de integrantes e evolução do som para um mais próprio", explica o músico.

A formação atual é integrada por Sebastián Acosta, em voz e guitarra; Juan Carlos Yumito Acosta, em guitarra e coros; Fernando Noguera, em baixo e coros; Vidal Romero Rossi, em teclado e coros, e César Almirón, na bateria.

Para sua estreia no ReciclArte, a banda prepara um repertório que incluirá três canções especialmente representativas de seu percurso: El cielo, vos y yo, Ya no hay tren en Paraguay e Pasaje. Cada uma pertence a uma etapa diferente de Ovejas Negras e, juntas, permitem percorrer distintas facetas da banda.

"Estas três canções marcaram etapas diferentes dentro da banda, mostram o lado mais sincero, nostálgico e cru de Ovejas Negras", aponta Acosta. "Apresentar estes temas é demonstrar nossa essência mais pura".

A apresentação será também uma oportunidade para se encontrar com um público que acompanhou o caminho da agrupação e para chegar àqueles que talvez a escutem pela primeira vez. Depois de tantos anos de espera, o grupo assume o desafio com entusiasmo.

"Podemos afirmar com certeza que faz tempo esperávamos por isso, então vamos chegar superafiados e prontos para o rock & roll", afirma Acosta. A expectativa está também na resposta de quem estiver nas arquibancadas. "Esperamos que o público nos acompanhe como sempre, fazendo-nos sentir seu carinho desde as arquibancadas".

A constância é um dos traços com os quais Ovejas Negras define seu percurso. Em 14 anos, a agrupação atravessou distintas etapas sem perder aquilo que considera essencial: sua identidade e a energia de suas apresentações.

"Ovejas Negras foi constante ao longo dos anos, conseguindo um som próprio e transmitindo a mesma energia em cada show, mantendo sempre a mesma essência", sustenta o cantor.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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