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Política

Oposição acusa que foi uma punhalada final da Corte

09/06/2026 07:45 3 min lectura 22 visualizações
Oposición acusa que fue una puñalada final de la Corte

A deputada do Partido País Solidario, Johanna Ortega, se referiu à decisão da Corte Suprema de Justicia (CSJ) de rejeitar o retorno de Kattya González ao Senado, após dois anos de ter perdido sua investidura. Indicou que não é uma surpresa porque no país não há justiça real.

"No Paraguai não há justiça. Há perseguição política a opositores, sustentada com um cheque em branco para que uma 'maioria' no Congresso siga violando o Estado de direito. A história vai colocar estes 'ministros' onde corresponde: no lixo da vergonha", sentenciou a opositora.

Por sua vez, a deputada do Partido Patria Querida (PPQ), Rocío Vallejo, qualificou o fato como uma punhalada final à democracia e manifestou que espera que um dia termine a manipulação "grosseira" da Justiça.

"Como se fosse um sonho distante, voltarão os ministros corajosos a reencaminhar o rumo deste Paraguai golpeado pelo poder político nas mãos de inescrupulosos", assinalou.

Vallejo sustentou que Kattya González, senadora eleita por mais de 100.000 votos, foi despojada de sua investidura de forma autoritária, arbitrária e covarde, e após este dia, "não encontrou a justiça que merecia".

Além disso, assegurou que a Corte não teve coragem de enfrentar o cartismo.

"A Corte Suprema de Justicia desferiu a estocada mortal no coração da democracia paraguaia. O pleno não teve a coragem de restaurar a harmonia quebrada nem a valentia de enfrentar o autoritarismo de um setor político que, periodicamente e sem mais ritual que o abuso de poder, vem minando nossas instituições republicanas", expressou.

A deputada igualmente apontou que este fato não será motivo de silêncio e repudiou a impunidade.

"Não haverá silêncio! Nossas vozes continuarão soando forte e claro: basta de impunidade!", expressou.

Do mesmo modo, o deputado independente Raúl Benítez disse que não foram apenas os senadores colorados os vinculados à perseguição contra Kattya, mas incluso instituições como o Ministério Público.

"Se não podem te comprar, vão procurar te calar. Não foram apenas 23 senadores, foram instituições, foi a Fiscalía, foi a Controladoria, foram mercenários de redes sociais pagos com dinheiro público e hoje, termina de se somar a Corte Suprema de Justicia", apontou o legislador.

Enquanto isso, o senador do Partido Democrático Progressista (PDP) Rafael Filizzola mencionou que no voto não havia muito argumento baseado no direito.

"Em sua maioria, pouco de direito e nada de justiça. Muito menos de coragem. O mais grave, é fácil suprimir a representação popular sem cumprir as normas mais básicas do devido processo", reforçou o parlamentar sobre a decisão da Corte.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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