ONU: o calor na Europa é 'um cru recordatório' dos efeitos da crise climática
O principal culpado, conforme apontado, "é a dependência mundial da queima de carvão, petróleo e gás e a destruição das florestas".
"Muitas outras partes do mundo também são gravemente afetadas, como a Índia e outras regiões da Ásia. A ciência demonstra claramente que a mudança climática provocada pelo ser humano está tornando essas ondas de calor mais frequentes e extremas", acrescentou.
Para o responsável climático das Nações Unidas, a guerra no Oriente Médio "evidencia o elevado custo da dependência das importações de combustíveis fóseis", mas a solução está clara, apontou: "uma transição mais rápida para a energia limpa, que agora é mais barata que os combustíveis fóseis e é produzida com maior rapidez, sendo fundamental para a acessibilidade energética e a segurança econômica das nações".
Stiell ressaltou que "proteger as vidas humanas, os negócios e as economias do calor extremo e dos muitos outros custos crescentes da mudança climática é uma prioridade para todas as nações, e começa pelo abandono da dependência dos combustíveis fóseis com maior rapidez".
O representante da ONU destacou também a necessidade de investir mais recursos na resiliência diante dos impactos climáticos, "sejam o calor extremo, as megainundações, os incêndios florestais ou as secas, que também afetam a produção e os preços dos alimentos".
Espanha, Portugal, França, Reino Unido, Bélgica e os Balcãs são algumas das zonas da Europa que registram desde o fim de semana passado temperaturas próprias do mês de julho e que tiveram que emitir alertas de diferentes graus para advertir a população sobre os efeitos deste episódio incomum de calor.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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