OMS descarta pandemia por surto de hantavírus em navio de cruzeiro
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quinta-feira que o surto de hantavírus identificado em um navio de cruzeiro não constitui o início de uma pandemia.
Maria van Kerkhove, diretora de prevenção e preparação de epidemias e pandemias da OMS, enfatizou:
Quero ser inequívoca a respeito: isto não é o SARS-CoV-2. Isto não é o início de uma pandemia de covid-19. Trata-se de um surto que estamos observando em um barco. Isto não é covid, isto não é influenza; se propaga de uma maneira muito, muito diferente.
Situação atual do surto
As autoridades sanitárias investigam ativamente um surto de hantavírus detectado entre passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, que partiu em 1º de abril de Ushuaia, Argentina, e se dirige para as Ilhas Canárias na Espanha.
De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, foram confirmados cinco casos de hantavírus relacionados a esta embarcação. Três pessoas que se encontravam a bordo faleceram desde o início da viagem. Embora possam surgir mais casos devido ao período de incubação de seis semanas do vírus, as investigações sobre o curso do surto ainda estão em andamento.
Rastreamento de contatos internacional
Está sendo realizado o rastreamento de contatos em vários países para os passageiros que deixaram o barco antes da detecção do surto, incluindo Reino Unido, Suíça e Países Baixos.
Características do hantavírus
O hantavírus é um grupo que compreende mais de 20 espécies de vírus. Transmite-se principalmente por roedores silvestres através da inalação de partículas presentes na urina, nas fezes ou na saliva dos animais.
Origem do surto
Tedros Ghebreyesus explicou que os dois primeiros casos detectados correspondem a um casal que percorreu Argentina, Chile e Uruguai em uma viagem de observação de aves que incluiu visitas a locais onde estava presente a espécie de rato conhecida por portar o vírus. A OMS está trabalhando com as autoridades da Argentina para determinar os deslocamentos do casal.
Em surtos anteriores, a transmissão entre humanos ocorria apenas devido a um contato prolongado, o qual foi o que aconteceu neste caso. Quando um homem apresentou sintomas a bordo do navio em 9 de abril, não se suspeitou de hantavírus, portanto não foram coletadas amostras naquele momento. Sua esposa desembarcou quando o cruzeiro atracou em Santa Helena e faleceu posteriormente em Joanesburgo, África do Sul. As amostras coletadas na África do Sul confirmaram que se tratava de hantavírus.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.