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Saúde

Investigação sobre caso de hantavírus em cruzeiro: o que se sabe até agora

07/05/2026 08:30 2 min lectura 0 visualizações
Investigación sobre caso de hantavirus en crucero: qué se sabe hasta ahora

Situação atual do surto

A Organização Mundial da Saúde (OMS) realiza uma investigação sobre a possível transmissão de hantavírus entre passageiros do navio holandês MV Hondius. O cruzeiro zarpou de Ushuaia, Argentina, em 1º de abril com 174 pessoas a bordo, percorrendo regiões remotas do Atlântico Sul, incluindo a Antártida, Geórgia do Sul, Tristão da Cunha, Santa Helena e Ilha Ascensão.

Em 2 de maio foi notificado oficialmente à OMS a presença de casos de doença respiratória aguda grave a bordo. Os testes realizados na África do Sul confirmaram infecção por hantavírus em um dos pacientes internados em cuidados intensivos esse mesmo dia.

Números de casos identificados

Até o momento foram identificados sete casos: dois confirmados por laboratório e cinco casos suspeitos. O Ministério da Saúde da África do Sul informou que a cepa andina do vírus foi detectada em duas pessoas evacuadas da embarcação.

O Ministério da Saúde da Espanha informou que receberia o MV Hondius nas Ilhas Canárias para continuar com as operações sanitárias necessárias. Os passageiros sintomáticos foram retirados do navio, enquanto que o restante dos passageiros não apresenta sintomas.

Perspectiva de especialistas

A infectologista Elba Lemos, pesquisadora do Laboratório de Hantavírus e Rickettsioses do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), assinalou que ainda é prematuro concluir se houve transmissão dentro do navio ou se os passageiros se infectaram antes de embarcar.

"Para que possamos chegar a uma conclusão, nos falta algo fundamental: reunir todos os dados clínicos e epidemiológicos"

A OMS estuda a possibilidade de transmissão entre contatos muito próximos dentro do navio, embora haja indicações de que a primeira pessoa infectada possa ter embarcado já contagiada.

Avaliação de riscos

Apesar do surto identificado, a OMS indica que o risco para o público em geral é baixo e não recomenda restrições de viagem. Os especialistas enfatizam a importância de evitar conclusões precipitadas e alarmismo enquanto se reúne informação completa sobre os casos.

Lemos destacou que "o que ocorreu foi algo inusual" e que é fundamental contar com dados detalhados sobre os locais onde estiveram as pessoas, seus pontos de exposição e atividades realizadas antes de fazer conclusões definitivas.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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