"A grana não alcança": realidade lacerante do Hospital de Caacupé
O principal centro assistencial do Departamento de Cordillera continua sustentando o atendimento médico em meio ao deterioro edilício, à falta de manutenção e aos desembolsos pendentes que assegurem os insumos necessários para uma assistência médica adequada.
As autoridades sanitárias e municipais concordam que o principal obstáculo que enfrentam, atualmente, gira em torno da falta de recursos financeiros.
DENÚNCIA VIRAL
O Hospital Regional de Caacupé, recentemente, voltou ao centro do debate após a divulgação de imagens que expuseram infiltrações, sanitários deteriorados e setores visivelmente afetados.
O ex-intendente de Ciudad del Este Miguel Prieto Vallejos, que está em plena campanha eleitoral, durante sua passagem pelo terceiro departamento do país, visitou as instalações do referido nosocômio e foi quem fez a denúncia que se tornou viral nas redes sociais.
Enquanto isso, autoridades sanitárias argumentaram em sua defesa que por trás dessa realidade lacerante existe um problema de fundo: a falta de recursos para manutenção e reparação.
FUNDO INSUFICIENTE
O diretor da Terceira Região Sanitária, Luis Gómez, explicou que o hospital depende de fundos administrados pelo Conselho Local de Saúde para sustentar reparações, manutenção e funcionamento básico.
"O hospital recebe G. 45 milhões por trimestre. Com isso fazem-se reparações, manutenção de equipamentos, ambulâncias e compras básicas, mas muitas vezes não alcança", afirmou.
Segundo detalhou, o centro assistencial carrega três desembolsos pendentes; dois deles correspondem ao ano passado e um a março de 2026, situação que limita a possibilidade de atender problemas ediliços urgentes.
"Por isso não conseguem solucionar banheiros, pintura ou goteiras. Não temos fundos", sustentou.
Gómez também recordou que, por lei, 5% do orçamento municipal devem destinar-se à saúde, e apontou que esse aporte poderia representar um respaldo importante para reparações e manutenção.
Da direção do hospital, o doutor Hugo Cañete concordou que o principal desafio atual é sustentar a funcionalidade do edifício.
"O sistema cloacal e a conexão elétrica já são impostergáveis", ressaltou.
Explicou que o hospital mantém serviços-chave como tomografia, cirurgias programadas e atendimento geral, embora persistam deficiências estruturais antigas, principalmente em desagüe, sanitários e infiltrações.
Cañete apontou ainda que o projeto de intervenção com apoio de Itaipu segue em etapa técnica, após ser reformulado.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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