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O Tratado de Itaipu completa 53 anos e sem acordo para Anexo C

26/04/2026 13:46 3 min lectura 122 visualizações
El Tratado de Itaipú cumple 53 años y sin acuerdo para Anexo C

Hoje se completam 53 anos da assinatura do Tratado de Itaipu, ato que teve lugar em 1973 no Palácio da Meseta de Brasília (Brasil). Trata-se do documento que mudaria a história de dois países, Paraguay e Brasil, cujas diferenças limítrofes encontraram a solução em uma obra monumental que, desde então, contribui para o desenvolvimento de ambas as nações.

A assinatura do acordo diplomático se concretizou durante a presidência dos mandatários Alfredo Stroessner (Paraguay) e Emilio Garrastazu Médici (Brasil). O documento, rubricado por ambos os chefes de Estado, estabeleceu as bases para a construção da maior central hidrelétrica em geração de energia do mundo.

No Artigo I do Tratado ficou registrada a pertença em condomínio ao Paraguay e ao Brasil dos recursos hidráulicos do rio Paraná, desde e inclusive o Salto del Guairá (ou Salto Grande de Sete Quedas) até a boca do rio Yguazú, com o que o motivo do conflito territorial entre os dois países ficou resolvido.

O Tratado de Itaipu é considerado como referência em acordos binacionais e após a ratificação do documento nos congressos do Paraguay e Brasil, respectivamente, em maio de 1974 foi criada a empresa Itaipu Binacional para construir e dirigir a usina.

A usina possui 20 unidades geradoras, das quais 10 geram em 50 Hz, que é a frequência paraguaia, e 10 em 60 Hz, frequência utilizada no Brasil. Nos quase 42 anos de geração, desde 5 de maio de 1984 até a data, a produção acumulada de energia totaliza mais de 3.148.718 GWh.

Anexo C. Após a última reunião dos presidentes Santiago Peña (Paraguay) e Lula da Silva (Brasil), realizada no final de março deste ano, não se soube mais dos avanços nas negociações para acordar um novo Anexo C.

Na última conferência realizada pelo Executivo se havia informado que Paraguay e Brasil coincidem em um objetivo estratégico para o futuro de Itaipu: A binacional deve reinvestir seus recursos em novas fontes de energia. Assim o confirmou o chefe de Gabinete, Javier Giménez, após a recente reunião entre os presidentes.

Com relação às demoras em torno do entendimento binacional, Javier Giménez assinalou que se trata de uma negociação complexa e uma "revisão histórica".

Além disso, afirmou que ter negociado uma tarifa intermediária para os próximos anos faz com que haja maior margem para negociar com tranquilidade.

A respeito das pretensões do Brasil de acordar uma tarifa mais baixa, Giménez adiantou que "indefectivelmente, no futuro, a tarifa tem que baixar uns dólares e encontrar um termo médio que permita garantir os novos investimentos".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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