O Santos recebe a Universidad Central de Venezuela com Neymar no olho do furacão
Após goleada na Venezuela, o time paulista enfrenta crise interna envolvendo o atacante
O conjunto paulista se impôs por 1-4 em Valência na semana passada e lhe vale o empate para passar às oitavas de final, instância na qual se mediria contra o Macará do Equador.
Porém, o clima está aquecido no clube de Pelé. No sábado, o time não passou do empate em casa contra o Chapecoense (2-2), lanterna do Campeonato Brasileiro, e continua com apenas um ponto de vantagem sobre a zona de descenso à segunda divisão.
Neymar foi o autor dos dois gols do time alvinegro, o último deles de pênalti no minuto 89.
A polêmica explodiu um dia depois, no domingo, quando o portal esportivo Ge, do Grupo Globo, garantiu que Neymar repreendeu no intervalo dessa partida o meia Gabriel Bontempo e o zagueiro João Ananias, de 21 e 19 anos, respectivamente, por seu baixo desempenho.
De acordo com Ge, o tom do maior artilheiro histórico da seleção brasileira foi "desrespeitoso" e causou desconforto entre os jogadores, a comissão técnica e a diretoria.
Esse domingo, o ex-jogador do FC Barcelona e do Paris Saint-Germain (PSG) foi ao centro de treinamento, mas apenas tomou café da manhã, fez algumas fotos e saiu antes do horário sem autorização, sem chegar a treinar com seus companheiros, segundo o citado meio.
Depois apareceu em suas redes sociais para afirmar que essa suposta repreensão no vestiário dirigida aos mais jovens é "totalmente mentira".
"Vocês, que estão fazendo essas notas maliciosas e mentirosas, não sabem nada. Não sabem o que é o futebol, não participaram e nunca participaram de um elenco", asseverou o atacante de 34 anos.
Reconheceu, porém, que houve uma reclamação geral, à qual se uniram outros jogadores do elenco como Lucas Veríssimo, Willian Arão e Gabriel Brazão.
"Nos exigimos entre nós, obviamente, porque somos competitivos e queremos ganhar, vencer. Mas não houve nenhuma reclamação dirigida aos jovens; não vou aceitar essas mentiras", insistiu.
Com esse conflito como pano de fundo, a presença de Neymar na terça em Vila Belmiro é uma incógnita, embora, tendo em vista a goleada em terras venezuelanas, seja possível que o técnico Cuca faça rotações.
Por sua vez, a UCV enfrenta o duelo sem sofrer desgaste físico, já que o Torneio Apertura está suspenso após o duplo terremoto que sofreu a Venezuela no passado 24 de junho e que causou pelo menos 5.500 mortos, segundo números oficiais.
De fato, a partida de ida teve que ser transferida do Estádio Olímpico da UCV em Caracas para o Polideportivo Misael Delgado em Valência.
A U viajou no domingo para São Paulo e, apesar da goleada sofrida na ida, continua "sonhando em grande".
"Viajamos ao Brasil com a ilusão intacta e estamos prontos para deixar a vida pela nossa bandeira. Estamos prontos!", apontou a escuadra tricolor em suas redes sociais.
O conjunto dirigido por Daniel Sasso disputa essa eliminatória após ficar em terceiro lugar na fase de grupos da Copa Libertadores, onde já demonstrou que pode ser um rival perigoso.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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