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Paraguai

O relato emocionado da viúva do líder indígena morto pela Senad: "O assassinaram injustamente"

01/09/2026 16:45 2 min lectura 254 visualizações

Com um relato desgarrador, Esmilce Saucedo, esposa do líder indígena Antonio Carrillo Mancuello, morto por agentes da Secretaría Nacional Antidrogas (Senad), pediu a ajuda de legisladores para que se possa esclarecer a morte de seu marido junto com o docente Catalino Correa Acevedo, ocorrida no dia 14 de agosto em Canindeyú.

"Queremos que se esclareça, eles os assassinaram injustamente, pior que a um criminoso, eles não eram criminosos. Todos os conhecem. Há evidências de que os torturaram", afirmou Esmilce.

A mulher assegurou que quando recebeu a notícia de que teriam executado seu marido na zona de Yhapó 4, do povo Avá Guaraní, distrito de Corpus Christi, foi até o local, mas agentes antidrogas teriam impedido sua passagem.

"Assim que chegamos, nos interceptou uma camionete preta sem placa que nos impediu a passagem, estavam encapuzados e com arma longa, um helicóptero sobrevoava sobre nós. Porque levávamos uma criança não nos mataram a todos ali", denunciou.

Saucedo prosseguiu dizendo que horas antes de o matarem, Antonio subiu no automóvel de Catalino e juntos foram a uma reunião para tentar solucionar um grave conflito de terras na comunidade Yhapó entre estancieiros brasileiros, acusados de terem se apoderado do terreno, e moradores da zona.

Apontou que o líder indígena recebeu a ligação do advogado dessa estância para dialogar sobre o problema. Pediu ao professor que o acompanhasse e foi então quando teria ocorrido a emboscada contra os dois por parte das forças públicas.

"Testemunhas viram que uma camionete escoltava o auto em que eles estavam e os levaram para executá-los em outro lugar", afirmou.

A versão de Jalil Rachid, titular da Senad, é que o docente e o líder indígena dispararam contra agentes que patrulhavam a zona, por isso supostamente ocorreu um enfrentamento e ambos foram abatidos.

Contudo, Esmilce sustenta que foi uma execução e que os intervenientes cometeram inclusive um erro ao colocar os corpos no automóvel.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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