O que você precisa saber: Peña no Rally, médicos em greve e Cetrapam alerta para paralisia do transporte
O presidente Santiago Peña participa do Mundial de Rally nesta quinta-feira em Itapúa, enquanto as mobilizações dos médicos se intensificam. Pelas redes sociais, destacou que nas ruas há "alegria" e "trabalho"; contudo, até agora não se pronunciou sobre as demandas do setor de saúde nem se reuniu com o segmento.
Toda a estrutura estatal coloca atenção no início do Mundial de Rally do Paraguai 2026 e inclusive as redes sociais institucionais de cada ministério fazem publicidade das atividades. O presidente Santiago Peña cumpre sua jornada desta quinta-feira a partir de Encarnación, em meio à greve de médicos e à crise do sistema de saúde pública.
Peña não quis falar da situação dos trabalhadores de saúde e tampouco se reuniu com seus representantes. Enquanto isso, nas redes sociais, destacou a "alegria que se sente em cada canto". Os médicos denunciaram que o Governo deslocou ambulâncias dos hospitais para o Mundial de Rally.
Após uma reunião entre profissionais de saúde, representantes do Executivo e os senadores, não se conseguiu destravar a Greve Nacional de Médicos por meio de um acordo, razão pela qual seguem com as mobilizações no quinto dia nesta sexta-feira. O Governo ratifica a carreira sanitária e que não há recursos financeiros.
Três horas de uma reunião sem contraproposta nem solução: nem os senadores nem os representantes do Poder Executivo conseguiram convencer os médicos no quarto dia da Greve Nacional de Médicos.
A doutora Rosanna González, secretária-geral do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), ressaltou perante os meios de comunicação que, embora tenham sido amplamente ouvidos, não se chegou a nenhuma solução para destravar a manifestação.
O Centro de Empresários de Transporte de Passageiros da Área Metropolitana (Cetrapam) alertou sobre o risco de paralisação do transporte público após nove meses sem atualização da tarifa técnica. Ante esta situação, o presidente César Ruiz Díaz solicitou a conformação urgente de uma mesa técnica para revisar os custos operacionais e evitar um "colapso do serviço".
O transporte público metropolitano encontra-se à beira de uma iminente paralisia devido a que o Viceministério de Transporte acumula nove meses sem atualizar os custos operacionais do serviço, conforme sustenta César Ruiz Díaz, presidente do Centro de Empresários de Transporte de Passageiros da Área Metropolitana (Cetrapam), que exigiu que as autoridades nacionais "se ponham a trabalhar" para evitar o colapso operacional do setor.
O dirigente explicou que a ausência de um estudo tarifário vigente provoca um grave "descompasso financeiro", devido a que a diferença entre os custos reais de operação e a tarifa atual é absorvida integralmente pelas empresas transportadoras.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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