O Novilho Mercosul mantém tom altista e acumula recuperação de 10 centavos
O Índice Faxcarne do Novilho Mercosul manteve sua trajetória ascendente e se posicionou em US$ 4,77 por quilo de carcaça na última semana de julho, com alta de 2 centavos frente à medição anterior.
A referência regional acumulou uma recuperação de 10 centavos nas últimas três semanas e se posicionou 1,1% acima do nível registrado ao fechamento de junho, quando se encontrava em US$ 4,72 por quilo.
Brasil voltou a ser o principal argumento altista dentro do índice. A média do gado gordo nos estados exportadores aumentou 4 centavos durante a semana e atingiu os US$ 4,21 por quilo de carcaça, apesar de uma depreciação de 0,8% do real frente ao dólar.
Dentro do mercado brasileiro, as referências mostraram diferenças entre regiões. São Paulo se posicionou em US$ 4,41 por quilo, Porto Alegre em US$ 4,50, Campo Grande em US$ 4,29, Cuiabá em US$ 4,13 e Goiânia em US$ 4,10.
Na Argentina, pelo contrário, a desvalorização semanal de 1,2% do peso provocou uma queda de 7 centavos de dólar na referência do novilho de exportação, que ficou em US$ 5,68 por quilo de carcaça. O cálculo inclui o imposto de 5% aplicado às exportações de carne de novilho.
Uruguai continuou mostrando os valores mais altos dentro do Mercosul. O novilho especial se manteve em US$ 5,80 por quilo de carcaça, em um mercado que segue condicionado pela limitada disponibilidade de gado terminado.
Paraguai registrou o movimento semanal mais importante da região. A referência do macho para abate subiu 15 centavos e atingiu os US$ 5,15 por quilo de carcaça.
Com este aumento, o preço paraguaio se posicionou US$ 0,38 acima do Índice do Novilho Mercosul e acumulou um incremento mensal de 3%, desde os US$ 5 registrados ao fechamento de junho.
A referência local também ficou somente 6 centavos abaixo do Chile, onde o novilho se cotizou em US$ 5,21 por quilo de carcaça. O mercado chileno registrou uma queda semanal de 4 centavos e uma redução mensal de 4,3%, considerando que havia fechado junho em US$ 5,45.
Dentro do bloco regional, Paraguai permanece abaixo de Uruguai e Argentina, mas se distancia consideravelmente do Brasil. O gado paraguaio se cota atualmente US$ 0,94 acima da média dos estados exportadores brasileiros.
Estados Unidos continua com a referência mais alta
Fora do Mercosul, Estados Unidos mantém o preço mais elevado entre os principais mercados monitorados pela Faxcarne. O novilho estadunidense se posicionou em US$ 8,06 por quilo de carcaça.
Entretanto, a referência mostrou uma queda de 25 centavos durante a semana e acumula um declínio de 10,4% frente ao fechamento de junho, quando atingia os US$ 8,99 por quilo.
A União Europeia apresentou um comportamento diferente. A média do novilho aumentou 4 centavos durante a semana, até US$ 7,64 por quilo de carcaça, e acumula uma valorização mensal de 3,4%.
Na Oceania, o novilho pesado da Austrália apresentou queda durante o período analisado.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.