O investimento dos poupadores: onde o IPS aplica seus G. 20 bilhões?
O Instituto de Previsão Social (IPS) fechou março de 2026 com uma carteira global de investimentos de G. 20 bilhões, equivalentes a uns USD 3.100 milhões, com uma marcada concentração em instrumentos emitidos ou garantidos por bancos e entidades financeiras, que representam mais da metade de todos os recursos administrados.
De acordo com o informe de investimentos da previdenciária de março, os certificados de depósito de poupança (CDP) e outros instrumentos bancários concentram o 46,62% da carteira, com um saldo de G. 9,36 bilhões. Seguem-se os bonos e títulos de dívida de oferta pública local, que representam o 23,05% do portfólio, com investimentos de G. 4,63 bilhões.
Por sua vez, os créditos e empréstimos concedidos a afiliados, aposentados e pensionistas somam G. 3,30 bilhões, equivalentes a 16,45% do total. Os investimentos imobiliários alcançam G. 1,97 bilhões e representam o 9,83% da carteira, enquanto que as disponibilidades em caixa e equivalentes ascendem a G. 811.701 milhões, com uma participação de 4,04%.
O informe destaca além disso que atualmente não existem investimentos em ações de sociedades anônimas nem participações em fundos de investimento, pelo que esses ativos representam o 0% do portfólio.
A carteira do IPS registra um rendimento médio ponderado de 8,19% anual em guaranis e de 5,88% em dólares, com um prazo médio de investimento de cinco anos, continuando com uma estratégia conservadora, focada principalmente em instrumentos de renda fixa e depósitos bancários.
Entre fevereiro e março deste ano, o valor total da carteira registrou uma diminuição de G. 34.888 milhões, passando de G. 20,11 bilhões a G. 20,08 bilhões.
Segundo o relatório, a redução responde principalmente à transferência de recursos correspondentes a Rendas 2026 – Rubrica 160, destinados a cobrir o déficit corrente para o pagamento de aposentadorias.
A nível de composição, os instrumentos bancários mostraram uma diminuição devido aos vencimentos de capital, enquanto que os investimentos em bonos aumentaram graças a novas colocações. Igualmente, a carteira de créditos registrou uma expansão por maiores desembolsos durante março. Enquanto que as disponibilidades diminuíram devido à realocação de recursos para investimentos bancários e bonos, além dos gastos próprios do período.
Dentro da carteira de certificados de depósito de poupança (CDP) em guaranis, Sudameris se posiciona como a entidade com maior volume de recursos do IPS, ao concentrar G. 1,6 bilhões.
Seguem-se ueno bank, com G. 1,5 bilhões; o Banco Nacional de Fomento (BNF), com G. 1,184 bilhões; Banco Continental, com G. 1,071 bilhões, e Zeta Banco, com G. 758.000 milhões.
Quanto às disponibilidades em efetivo e equivalentes, Banco Itaú Paraguay encabeza a lista com saldos de G. 254.798 milhões, seguido por Banco Basa, com G. 154.783 milhões, e ueno bank, com G. 152.996 milhões.
Pelo lado dos bonos em guaranis, as maiores exposições correspondem a Banco Continental, com G. 686.000 milhões; a Agência Financeira de Desenvolvimento (AFD), com G. 650.000 milhões, e Sudameris, com G. 620.000 milhões.
A estrutura de investimentos mostra que mais de 69% dos fundos do IPS encontram-se alocados entre instrumentos bancários e bonos de oferta pública, o que evidencia uma alta exposição ao sistema financeiro local em um contexto em que o financiamento de aposentadorias continua pressionando as finanças do sistema.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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