O custo do estresse bovino: nova tecnologia promete gerar até US$ 45 adicionais por bezerro desmamado
O estresse durante o desmame, o transporte e a entrada em confinamento representa uma perda potencial de produtividade para os estabelecimentos pecuários. No Paraguai, uma nova tecnologia apresentada pela empresa americana FERA Diagnostics & Biologicals aponta para reduzir esses efeitos e melhorar os resultados econômicos, com estimativas de benefícios líquidos de entre US$ 40 e US$ 45 por bezerro desmamado, segundo os cálculos da companhia.
Trata-se do FerAppease, um produto desenvolvido para reduzir a resposta ao estresse dos bovinos durante as principais práticas de manejo. A tecnologia chegou ao mercado paraguaio pela mão da Rural Center e foi apresentada oficialmente na segunda-feira, 12 de outubro, na Asociación Rural del Paraguay.
Martín Zinicola, diretor técnico para a América Latina da FERA, explicou ao Valor Agregado que o estresse provoca mudanças fisiológicas e de comportamento que podem reduzir o ganho de peso, afetar o consumo de alimento e aumentar a suscetibilidade dos animais a problemas sanitários.
O especialista destacou que o desmame constitui um dos momentos de maior impacto, devido à separação da mãe, às mudanças na alimentação e às novas condições de manejo.
Mais quilos por bezerro. De acordo com os estudos citados por Zinicola, a aplicação de FerAppease no momento do desmame permitiu obter aproximadamente 5 quilos adicionais de peso vivo aos 45 dias, frente a animais que não receberam o tratamento.
A partir desses resultados e das referências comerciais do Paraguai, o técnico estimou um benefício líquido aproximado de US$ 40 a US$ 45 por animal, embora não tenha detalhado os componentes utilizados para esse cálculo. "Quando aplicamos FerAppease no momento do desmame, conseguimos uma redução em pneumonia e em mortalidade", afirmou Zinicola, que destacou que os resultados registrados em diferentes pesquisas variam entre 30% e 50%, conforme as condições de cada ensaio.
A menor incidência de doenças constitui outro fator econômico relevante, considerando que os problemas sanitários podem incrementar os custos veterinários, afetar o desenvolvimento dos bezerros e gerar perdas produtivas.
A oportunidade nos confinamentos. Rodrigo Bicalho, fundador e CEO da FERA, explicou que a entrada nos estabelecimentos de confinamento representa outro momento crítico, especialmente quando se reúnem bovinos de distintas origens e se realizam mudanças de alimentação, vacinações e outros procedimentos sanitários.
Segundo o empresário, a utilização dessa tecnologia pode melhorar a adaptação dos animais, reduzir os efeitos negativos do estresse e aumentar o ganho de peso durante a terminação.
Nesse sentido, afirmou que diferentes experiências registraram incrementos de entre 8 e 12 quilos de carcaça por animal, com impactos sobre a eficiência produtiva.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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