FerAppease chega ao Paraguai: tecnologia para melhorar a produtividade no desmame e confinamento
A empresa americana FERA Diagnostics & Biologicals apresentou oficialmente no Paraguai o FerAppease, uma tecnologia destinada a reduzir o estresse bovino e melhorar os resultados produtivos, principalmente em duas etapas críticas da pecuária: o desmame e a entrada de animais em confinamento. O produto chega ao país através da Rural Center e já se encontra disponível para os produtores.
O lançamento foi realizado na segunda-feira, 12 de outubro, na Asociación Rural del Paraguay (ARP), com a participação de Rodrigo Bicalho, fundador e CEO da FERA, e Martín Zinicola, diretor técnico para a América Latina, que compartilharam os fundamentos técnicos da tecnologia e os resultados registrados em diferentes sistemas produtivos.
Em entrevista com Valor Agregado, Zinicola explicou que o FerAppease é um análogo sintético de uma feromona produzida naturalmente pelas vacas lactantes, que gera um efeito de calma sobre suas crias. Sua aplicação busca diminuir a resposta fisiológica ao estresse, associada ao aumento de cortisol e adrenalina, dois hormônios que podem afetar o comportamento, o consumo de alimento, a saúde e a produtividade dos bovinos.
Cinco quilos adicionais no desmame. Um dos principais momentos de utilização é o desmame, quando a separação da mãe gera uma situação de estresse que pode repercutir negativamente sobre o desempenho dos bezerros.
Zinicola apontou que, segundo pesquisas apresentadas pela empresa, os animais tratados no desmame alcançaram aproximadamente 5 quilos adicionais de peso vivo aos 45 dias, em comparação com aqueles que não receberam a tecnologia. Além disso, indicou que distintos estudos registraram reduções de entre 30% e 50% em problemas de pneumonia e mortalidade, dependendo das condições avaliadas.
Do ponto de vista econômico, o especialista estimou que, considerando as referências do mercado paraguaio, estes resultados poderiam representar um benefício líquido de entre US$ 40 e US$ 45 por bezerro tratado, de acordo com os cálculos da companhia.
Resultados em confinamento. A tecnologia também está orientada a reduzir o estresse gerado durante o transporte, a mistura de lotes e a adaptação dos animais aos currais de engorda.
Um ensaio da Texas A&M University, apresentado no catálogo técnico da FERA, registrou um peso vivo final de 734 quilos nos animais tratados, frente a 722 quilos do grupo de controle, com uma diferença informada de 11,3 quilos. Em quanto ao peso de carcaça, os bovinos tratados alcançaram 446 quilos, frente a 439 quilos dos animais não tratados, equivalente a 7 quilos adicionais por cabeça.
O estudo também mostrou um incremento próximo a 4% no ganho diário de peso, que passou de 2,25 a 2,34 quilos por dia. Por sua vez, o consumo diário de alimento aumentou de 11,8 a 12,2 quilos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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