O capitão do Marrocos, Achraf Hakimi, será julgado por violação na França
Ministério Público francês confirma julgamento para fevereiro de 2027
O Ministério Público francês confirmou nesta sexta-feira que o capitão do Marrocos, Achraf Hakimi, será julgado por violação.
Uma mulher acusou o defensor do Paris Saint-Germain de tê-la violado em seu domicílio na região parisiense em 2023, quando ela tinha 24 anos.
O Ministério Público de Nanterre, um subúrbio a oeste de Paris, abriu uma investigação preliminar em março de 2023.
Um juiz de instrução determinou a realização do julgamento para fevereiro de 2027 e a mídia francesa informa que Hakimi, de 27 anos, fracassou em um recente recurso no qual tentava que o caso fosse arquivado.
Hakimi, que liderará sua seleção no segundo jogo da fase de grupos contra a Escócia nesta sexta-feira em Boston (18:00 hora local), tem negado sistematicamente as acusações.
"O sistema de justiça me olhou nos olhos e me disse: 'Se você não fosse famoso, nunca teria havido caso'", escreveu Hakimi nas redes sociais nesta sexta-feira.
O jogador acrescentou:
"Decidi guardar silêncio durante anos. Acreditava que manter minha dignidade, ser paciente e confiar no sistema judicial permitiria que as decisões corretas fossem tomadas".
"Hoje uma história que não é a minha é contada à custa de minha família, de minha vida e, acima de tudo, da verdade. Às vezes sinto que me tornei um alvo fácil", indicou.
E afirmou:
"Tenho estado esperando por este julgamento desde o primeiro dia. E agora o aguardo com ansiedade. Finalmente poderei falar".
Rachel-Flore Pardo, advogada da denunciante, declarou:
"Após mais de três anos de procedimentos judiciais, e depois que minha cliente foi, em sua opinião, difamada e arrastrada pela lama pela defesa de Achraf Hakimi, esta decisão lhe traz alívio e esperança.
Ela garantiu que a presumida vítima sente
"alívio por ter sido ouvida pela justiça e por ter direito a um julgamento".
E também
"esperança de que este julgamento ajude outras mulheres e enfraqueça ainda mais o muro de negação e impunidade que rodeia a violência sexual, incluindo o mundo do futebol masculino".
A data de início do julgamento ainda não foi marcada.
Os três jogos da fase de grupos do Marrocos são disputados nos Estados Unidos, onde a equipe está concentrada atualmente.
Porém, se o Marrocos avançar para as fases eliminatórias, Hakimi poderia ter dificuldades para entrar no Canadá ou no México caso seus jogos se realizem fora dos Estados Unidos.
A semana passada, o meio-campista ganês Thomas Partey perdeu o jogo inaugural de sua seleção contra o Panamá após lhe ser negada a entrada no Canadá, um dos países co-anfitriões da Copa do Mundo.
Partey, de 32 anos, declarou-se inocente de sete acusações de violação e uma de agressão sexual relacionadas a denúncias formuladas por quatro mulheres distintas entre 2020 e 2022.
Espera-se que o julgamento tenha lugar no próximo ano.
O site do governo do Canadá indica que pode ser negada a entrada a qualquer pessoa que tenha
"cometido um crime ou sido condenada por ele".
A Copa do Mundo será realizada nos três países co-anfitriões até as quartas de final e, a partir de então, será disputada exclusivamente nos Estados Unidos.
Hakimi, internacional pelo Marrocos em 97 ocasiões, estreou pela seleção em 2016, quando tinha 17 anos.
Foi uma peça-chave da equipe marroquina, que se tornou a primeira seleção africana a alcançar as semifinais de uma Copa do Mundo em 2022.
O defensor se transferiu para o Paris Saint-Germain procedente da Inter de Milão em 2021 e ganhou 13 títulos durante sua passagem pelo clube, incluindo dois títulos consecutivos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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