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Internacional

O Banco Central dos Estados Unidos aumenta suas taxas de juros para conter a inflação

Fed aprova primeira alta desde meados de 2023 e projeta novo aumento antes do fim do ano

16/09/2026 17:30 3 min lectura 249 visualizações

Aumento de taxas para controlar a inflação

O Banco Central dos Estados Unidos, Reserva Federal, decidiu na quarta-feira por unanimidade aumentar suas taxas de juros para conter a inflação. As taxas de referência foram aumentadas um quarto de ponto, situando-se em um intervalo de entre 3,75% e 4%.

Esta medida representa o primeiro aumento desde meados de 2023. De acordo com um comunicado da instituição monetária, o objetivo é devolver com maior celeridade a inflação estadounidense à sua meta estabelecida.

A inflação nos Estados Unidos se mantinha em 3,7% ao ano em julho, segundo o índice PCE, o indicador preferido pela Fed, claramente acima de sua meta de 2%. Desde então, os preços nos postos de gasolina experimentaram aumentos significativos.

Projeções para o restante do ano

O Banco Central dos Estados Unidos estima que provavelmente será necessário implementar outro aumento de taxas antes do encerramento do ano para combater a inflação. Segundo a mediana de suas projeções, considera que as taxas diretoras se situarão entre 4% e 4,25% no final do ano, um nível superior ao anunciado na quarta-feira.

Os analistas projetam que não haverá avanços significativos em matéria de inflação até o final do ano, com um índice PCE que continuaria em aumento. Porém, a Fed revisou ao alza suas previsões sobre o crescimento econômico, projetando um aumento de 2,3% no último trimestre frente aos 2,2% estimados em junho.

A respeito do desemprego, a instituição monetária mantém uma projeção moderada, considerando que se situará em 4,1% no final de 2026.

Contexto de pressões políticas

A decisão da Fed ocorre em um contexto de pressões políticas significativas. O presidente Donald Trump expressou de forma consistente sua preferência por reduzir as taxas de juros para estimular o crescimento econômico. Kevin Warsh, presidente da Fed designado por Trump, realizará declarações sobre esta decisão.

Warsh foi nomeado em substituição a Jerome Powell, a quem Trump havia designado em seu mandato anterior mas posteriormente solicitou publicamente a redução de taxas de juros durante sua gestão.

Um aumento de taxas de juros busca esfriar a atividade econômica: endividar-se e investir resulta mais oneroso, moderando a demanda de certos bens e serviços. Esta medida não resolverá as pressões ligadas à crise energética no Golfo, desencadeada pela guerra no Oriente Médio, mas evitaria teoricamente que outros setores da economia se superaquecessem.

Impacto no poder aquisitivo e nas eleições

O poder aquisitivo dos estadounidenses, sob pressão contínua, representa um tema central na campanha eleitoral para as próximas eleições de meio de mandato, programadas para início de novembro.

Kevin Hassett, assessor econômico do presidente, manifestou que a decisão de aumentar taxas é complexa e que não representa uma solução sem consequências. Por sua vez, expressou que considera importante que a Fed preserve sua independência no contexto eleitoral.

A Casa Branca sinalizou em várias ocasiões que o comitê monetário da Fed poderia estar integrado por elementos não alinhados com os objetivos presidenciais. Porém, a decisão unânime de quarta-feira reflete um consenso dentro da instituição monetária sobre a necessidade de controlar a inflação.

Antes de assumir seu cargo atual, Warsh havia criticado a gestão do Banco Central dos Estados Unidos em relação à inflação elevada que se seguiu à pandemia de covid-19, além de demonstrar disposição favorável às políticas econômicas da administração Trump.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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