O atraso ao desenvolvimento tecnológico volta como centro de debate
Um dos pontos mais discutidos é a inclusão de restrições vinculadas à origem dos equipamentos tecnológicos, o que excluiria certos fabricantes. Segundo Patiño, esse tipo de condicionamentos não necessariamente se sustenta em fundamentos técnicos de segurança, mas em critérios que poderiam não acompanhar a evolução do setor.
O engenheiro explicou ainda que as redes móveis modernas são compostas por múltiplos sistemas interconectados sob padrões internacionais. "Uma rede móvel não depende de um único equipamento. Existem múltiplos elementos interconectados que cumprem funções específicas e contam com mecanismos de supervisão e segurança", afirmou em uma entrevista radiofônica.
Nessa linha, sustentou que associar a origem de um provedor com um risco automático de violação de dados não tem um sustento técnico sólido, já que a segurança é aplicada de forma distribuída em toda a rede.
Por outro lado, o debate também inclui o impacto econômico. Patiño destacou que, segundo dados estatísticos, o setor de telecomunicações representa cerca de 3% do PIB e requer fortes investimentos em infraestrutura. Contudo, as restrições na escolha de provedores poderiam incrementar os custos de implantação, com efeitos em toda a cadeia de valor e eventualmente no usuário final.
Finalmente, especialistas do setor apontam que o debate deveria se centrar em padrões de segurança e mecanismos de auditoria, mais do que na origem dos equipamentos. Com uma nova licitação em andamento, o desafio volta a girar em torno de como equilibrar regulação, investimento e desenvolvimento tecnológico no país.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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