Comunicarão ao JEM supostas falhas de Rivas
O magistrado Édgar Rivas, no centro da tempestade por assinar um título de propriedade que teria várias inconsistências.
A advogada Patrícia Rebollo, representante da empresa Ypyta, anunciou que porá à consideração dos integrantes do Jurado de Enjuiciamiento de Magistrados (JEM) a atuação presumivelmente irregular do juiz de o Civil e Comercial de Assunção, Édgar Rivas. O magistrado assinou de maneira chamativa a titulação de um custoso imóvel localizado em Pedro Juan Caballero, pertencente à mencionada empresa, apesar de que não corresponderia realizar tal ato.
Rebollo sustentou: "Em atenção às diretrizes de meus mandantes e ante as informações divulgadas pelos meios de comunicação sobre a existência da titulação de um imóvel propriedade de Ypyta, me autorizaram a investigar a situação dessa titulação e, por sua vez, a pôr em conhecimento das autoridades do JEM a atuação do juiz Rivas".
Igualmente, a profissional do direito assinalou: "Será posta à consideração dos integrantes do JEM a fim de que se possam investigar as circunstâncias em que foi outorgado o título e saber o que realmente ocorreu, porque isto não faz parte do trâmite natural do processo".
Desta maneira, os membros do órgão julgador de magistrados — integrado por Alicia Pucheta de Correa, os ministros da Corte César Garay e Manuel Ramírez Candia, o advogado Enrique Berni, os senadores Pedro Díaz Verón e Mario Varela, e os deputados Alejandro Aguilera e Diego Candia — poderão estudar se corresponde iniciar de ofício uma investigação por presumido mau desempenho em suas funções contra o juiz Édgar Rivas.
Dias atrás, a representante legal de Ypyta advertiu: "O fato de que o juiz não tenha intimado à empresa Ypyta para poder assinar a transferência do imóvel em litígio poderia causar lesões aos direitos procesais e ao direito à propriedade que possui a empresa que represento". Foi categórica ao esclarecer que "todas as atuações que se realizem no presente processo civil devem ser comunicadas à empresa Ypyta, porque a mesma foi reabilitada legalmente".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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