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Internacional

Novos áudios reavivar o debate sobre a saúde mental de Biden e os riscos de governar uma superpotência

Gravações de conversas do então vice-presidente com seu biógrafo entre 2016 e 2017 reacendem questionamentos sobre capacidade cognitiva

28/07/2026 23:45 3 min lectura 11 visualizações

A difusão de gravações inéditas de conversas mantidas por Joe Biden antes de chegar à Casa Branca voltou a instalar o debate sobre seu estado cognitivo e a importância de que quem dirige uma das maiores potências do mundo conserve plenas capacidades mentais para tomar decisões de enorme impacto internacional.

Os áudios, divulgados pela organização estadunidense de investigação The Oversight Project, correspondem a entrevistas que o então ex-vice-presidente concedeu a seu biógrafo, Mark Lewis Zwonitzer, entre 2016 e 2017. Nas fitas, Biden fala sobre documentos relacionados com assuntos de segurança nacional e política externa que conservava desde sua passagem pela Vice-Presidência, além de evidenciar dificuldades para recordar datas e outros dados durante a conversa.

Informação classificada

O conteúdo volta a colocar em primeiro plano as conclusões do relatório elaborado pelo promotor especial Robert Hur e divulgado em 2024. Nesse documento se sustentava que Biden reteve e compartilhou de maneira deliberada informação classificada vinculada a temas militares e de segurança nacional. Porém, o Departamento de Justiça decidiu não apresentar acusações penais nesse caso.

Em um dos fragmentos divulgados, o então dirigente democrata faz referência a anotações que guardava de sua etapa na Casa Branca e que mostrava a seu biógrafo. Parte do conteúdo continua censurada por tratar-se de informação classificada.

Para além da investigação sobre o manejo de documentos reservados, as gravações voltaram a alimentar as dúvidas sobre a capacidade cognitiva do ex-mandatário. Durante vários trechos da conversa se percebem vacilações e dificuldades para situar acontecimentos no tempo, um aspecto que já havia sido apontado pelo promotor Hur, que descreveu Biden como uma pessoa de idade avançada com problemas de memória.

A publicação desses áudios também reaviva a controvérsia em torno aos intentos realizados para impedir que saíssem à luz. Durante sua presidência, Biden promoveu ações judiciais para evitar que as gravações fossem entregues ao Congresso e à organização investigadora, conseguindo frear temporariamente sua divulgação.

O caso volta a abrir um debate de alcance global sobre os requisitos físicos e mentais que deveriam reunir aqueles que exercem o máximo poder político. Em um país como Estados Unidos, onde o presidente concentra responsabilidades vinculadas à segurança nacional, a condução das Forças Armadas e a capacidade de responder ante crises internacionais ou autorizar decisões de enorme transcendência, qualquer deterioro significativo de suas faculdades cognitivas pode converter-se em um motivo de preocupação institucional. Não obstante, a valoração sobre a aptidão de um mandatário requer evidência médica sólida e não pode estabelecer-se unicamente a partir de gravações ou apreciações subjetivas.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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